28 Agosto 2008
Ontem, o Senador Eduardo Azeredo (tucano) anunciou que, com a inestimável ajuda do Ministro Luiz Dulci (petista), que o América-MG foi contemplado com R$31 milhões, saídos do erário federal, para reformar o Estádio Independência. Nada de novo. É só mais uma benesse dentre tantas já recebidas por Coelho e Cocota, os clubes da elite de Belo Horizonte.
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28 Agosto 2008
Sobre o Atlético-MG 2×5 Botafogo:
- Lenílson é bom de bola.
- A camisa nova da Cocota é bem mais bonita que antiga.
- Com uma competição a menos por disputar, a Cocota ficou mais distante do objetivo de tomar 100 gols em seu centenário.
- O público emplumado está aumentando de jogo para jogo: 3 mil contra o Goiás, 4 mil contra o Atlético e, agora, 5 mil contra o Botafogo.
- O torcedor desavisado pode ter imaginado que assistiria a um antigo Peñarol x Santos. Mas, tão logo a bola rolou, foi sumetido a um choque de realidade. Ou de ruindade, sei lá…
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28 Agosto 2008
A 120 horas do fechamento da janela, nada de novo. Quem tá dentro não sai, quem tá fora não entra. Este é o resumo da quarta-feira celeste:
- Wagner e Jonathan treinaram.
- Adílson passou um pito na rapaziada.
- Reinaldo Pitta diz que o fabuloso Denis Marques não virá para o Cruzeiro.
- Reinaldo Pitta diz que existe um clube inglês interessado em Fabrício, mas o volante continuará no Cruzeiro.
- O Cruzeiro aceitou 7,5 mi de euros oferecidos pelo Lokomotiv, mas Ramires não quer jogar na Rússia. No que faz muito bem.
- Rafael e Wellington foram vice-campeões com a Sub20 brasileira no XXV Torneio Internacional de Futebol Sub-20 L’alcudia, em Valencia, perdendo para o Villareal nas finais. O goleiro foi reserva o beque, meio reserva.
- Javier Reina, que também participou da competição, defendendo a Colômbia, está de volta ao Brasil.
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27 Agosto 2008
O SCCP lançou um índio vago de 30 anos, nos 5×0 sobre o Gama. Bebeto, o nome da tardia revelaçao, fez boa parte da carreira nos pampas. Ontem, ele marcou um gol de cabeça, no finalzinho, e chorou. Finalmente, depois de muito ralar nas canchas das divisões inferiores, o índio conheceu a fama.
Este é o caminho, Maluf! O cara pra camisa 9 celeste tem de chorar de emoção marcando 5º gol contra o Gama. Ou contra a Cocota, pouco importa. Tem que dedicar gol para a patroa e a filharada pelo apoio recebido nos 12 anos em que buscou a oportunidade de fazer o pé-de-meia.
Se for pra contratar ex-jogador em atividade ex-aeroportuário, melhor dar mais uns 5 jogos para Jonathas, Alagoano ou Jajá desencabularem. Dênis Marques é igualzim a eles. A mão de verniz a mais, recebeu da paciente torcida do CAP.
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27 Agosto 2008
Mais uma história de torcedor cruzeirense.
- Meu nome é Mauricio Garcia Vieira. Nasci em San José, Costa Rica (29nov71). Meu pai é o arquiteto Rolando Garcia Carmona, costarriquense; minha mãe é Marília Vieira de Garcia, mineira. Papai veio estudar arquitetura na UFMG na década de 60. Aqui, conheceu minha mãe e se mudaram para a Costa Rica em 1970. Há 2 anos, mudaram-se para o Brasil e têm pousada e restaurante em Carrancas, a 20 Km de Lavras. Tenho dois irmãos mais novos, Ubiratan Garcia Vieira, sociólogo, pós-doutorado em lingüística, professor da UFOP. Minha irmã caçula, Adriana Garvia Vieira, formada em Letras na UnB, mora em Brasília e é professora e tradutora de espanhol. Só eu e meu nos interessamos por futebol. E somos, ambos, cruzeirenses.
- Vim para o Brasil em 1989, com 17 anos, para estudar, conhecer, conviver com meus parentes e familiares da minha mãe, lamentavelmente, atleticanos.
- Estudei Ciências da Computação na UFV, onde me formei em 1994. Há 11 anos, fundei minha empresa de consultoria de TI, a Chaus, que significa pedra forte no dialeto indígena da Costa Rica.
- Futebol na Costa Rica, como no Brasil, é paixão nacional. Todo costarriquenho já vem com essa doença dentro do seu sangue.
- Na Costa Rica, meu time é o Herediano. Tem a 3º em torcida, porém é o que mais ganhou títulos nacionais. Comecei torcer por ele ainda na infância devido ao meu tio Álvaro, que me levava no estádio Rosabal Cordeiro, muito parecido com a Fazendinha, do Ituiutaba. Meu pai também é Herediano, mas depois que voltou do Brasil, tendo visto o Cruzeiro na década de 1965 a 1970, nunca mais conseguiu assistir aos jogos de times e da seleção da Costa Rica. Por isso, nunca me incentivou a torcer pelo Herediano. (www.herediano.com)
- Os maiores clássicos costarriquenhos são jogados entre Saprissa, Alajuela e Herediano. São jogos que mexem com o povo e com a imprensa esportiva. Até 1990, as torcidas eram mais tranqüilas. Ficavam misturadas no estádio e não brigavam. Aí, apareceram as organizadas tudo se complicou.
- Apesar de o meu pai ser cruzeirense desde os anos 60, vim aqui com o coração aberto, pois toda a família da minha mãe é atleticana. O mais engraçado é que eu dei duas chances ao Atlético-MG pra conquistar meu coração. Mas este clube é muito incompetente. A primeira chance que desperdiçaram aconteceu em 1983. Eu tinha 11 anos e vim passar as férias em Beagá. Viajei sozinho, pois meus pais queriam aproveitar a minha idade, pra pagar meia passagem aérea antes que completasse 12 anos. Cheguei na primeira semana de dezembro. O Cruzeiro havia perdido o clássico no mês anterior por 3×2 (03nov83: Tostão II, Ivan, Heleno (2) e Renato) permitindo que o rival fosse campeão. Fui com meu tio Toninho, atleticano doente e conselheiro, e uma penca de primos, torcer contra o Cruzeiro. Ele dizia que meu pai tinha virado cruzeirense só pra azucriná-lo e me deu uma camisa zebrada para eu não lhe dar desgosto também. Tirei até foto, que joguei fora, com a tal camisa. Só que meus primos guardaram uma cópia pra me lembrar que um dia fui emplumado.
- Comecei a torcer pelo Cruzeiro quando aquele time de azul entrou em campo. Achei a camisa bonita demais. Passei a comparar aquela camisa azul com a zebrada do outro lado. E vi aquela torcida celeste, embora em menor número naquela tarde, fazendo grande festa, cantando e torcendo por seu time. Imediatamente, me identifiquei com o Cruzeiro, mas não contei nada pro meu tio e meus primos pra eles não ficarem tristes. O Cruzeiro enfiou 4 gols no Atlético-MG (4×1, em 11dez83: Seixas, 2, Carlinhos Sabiá, Ademar e Paulinho Kiss).
- A 2ª chance que dei ao Atlético-MG foi em 1989 quando vim estudar em Viçosa. Passei um ano inteiro na universidade sem poder assistir a uma partida sequer do Cruzeiro. No final do ano, fui passar o natal na casa do tio Toninho e, outra vez, me levaram ao clássico. O Cruzeiro venceu por 1×0 e meu tio disse “Mauricio você é muito pé frio, não te levo mais ao Mineirão“. Graças a Deus, meu Cruzeiro venceu esses dois jogos. Não consigo me imaginar, hoje em dia, usando camisa zebrada e sofrendo sem comemorar títulos.
- Nunca joguei futebol profissional, mas adoro jogar um rachão. O problema e que sou muito ruim e, normalmente, sou o último a ser escolhido no sorteio dos times.
- O 1º jogo profissional que assisti foi uma final Alajuela x Herediano pelo campeonato costarriquense. Eu devia ter 9 anos. Fomos campeões. Assisti ao jogo com um colega de escola e seu pai, que torciam pro Alajuela.
- Meu clássico inesquecível foi o do ano passado, aqueles 2×0 dos garotos com Emerson Ávila de técnico. Foi jogo de superação e amor à camisa da garotada.
- O clássico que eu gostaria de esquecer, apesar da nossa vitória de 4×1, foi aquele em que me vestiram a zebrada, aos 11 anos. Pior é que existem fotos comprovando este desvio. Tenho que arrumar uma forma de sumir com essas fotos… Hehehe…
- Apesar de saber da história dos gandes craques dos anos 60 e 70, meu Cruzeiro de Todos os Tempos só tem jogadores de 1989 até hoje, só os que vi jogar: Dida, Maurinho, Cris, Luizinho e Sorin; Douglas, Ademir Kaeffer, Ricardinho e Alex, Ronaldo Fenômeno e Roberto Gaúcho. Tec: Ênio Andrade.
- Uma história marcante da minha vida de torcedor ocorreu na Copa do Brasil 2000. Antes do inicio do jogo, eu estava no hall do Mineirão quando apareceu um torcedor do São Paulo e ficamos batendo papo sobre a decisão. Falei para ele que o Cruzeiro seria campeão porque o técnico deles era o Levir Culpi. Ele riu, mas acredito que ainda se lembre de mim até hoje. Pra varia, com o jogo empatado, Levir fez duas substituições pra garantir o resultado. Um dos jogadores que entrou fez a falta do 2º gol e o outro foi o que pulou na barreira e deixou a bola passar no chute do Geovanni.
- Pra garantir a existência e crescimento do nosso querido Cruzeiro, eu investiria em maciçamente em marketing pra espalhar a marca, primeiro na periferia de Minas onde existe muita influência carioca e paulista. Aumentaria também o programa de sócio-torcedor. Isto é primordial para o crescimento do clube. Só existem parcerias com lojas de Beagá. O clube tem de ter parceiros em nível nacional pra que torcedores fora do estado possam ter mais motivos pra se associarem. Nos campeonatos, esses sócio-torcedores fora de Beagá teriam direito a ingressos em outros estádios. O Cruzeiro deveria, também, criar uma regra pra esses torcedores comprarem ingressos com descontos antecipadamente. O Cruzeiro precisa crescer fora de Belo Horizonte.
- Tenho dois ídolos: Bora Milutinovic, um cara muito carismático. Não é qualquer treinador que consegue participar de 5 copas do mundo com 5 seleções diferentes: México, 1986, Costa Rica, 1990, Estados Unidos, 1994, Nigéria, 1998 e China, 2002. E das 5, só a China não passou da 1ª fase. O Cruzeiro poderia contratá-lo. Meu 2 ºídolo é o Tostão. Não o maravilhoso jogador de futebol, mas sim o jornalista e comentarista esportivo, que é, disparado, o melhor do Brasil. Dá prazer ler suas colunas e suas análises sobre futebol.
- Não penso em morar na Costa Rica. Só voltarei lá, a passeio. O Brasil é um país maravilhoso, tem cultura e musicalidade excepcionais. Todas as pessoas do mundo deveriam aprender falar português pra entender as letras envoltas pelas melodias brasileiras. Sou privilegiado por ter adquirido esta língua maravilhosa.
- O Cruzeiro não pode sobreviver apenas vendendo jogadores. Espero que nosso estádio consiga suprir pelo menos parte desta necessidade financeira e com isto consiga segurar mais os jogadores. Se ficarem mais tempo no clube, eles sairão daqui mais valorizados.
- No Costa Rica x Brasil dos sonhos, meu país formaria com Gabelo Conejo (Copa 1990), Mauricio Wright (Copa 2002) Ronald Gonzáles (Copa de 1990) Mauricio Montero (Copa 1990) e Roger Flores (Copa de 1990); Claudio Jara (Copa 1990) Centeni (Copas 2002 e 2006), Guima (Copa 1990) e Hernan Medford (Copa 1900); Paulo Wanchope (Copas 2002 e 2006) e Ronald Gomes (Copas 2002 e 2006). Tec: Bora Milutinovic. Se tivéssemos um Wanchope em 90, teríamos chegado às quartas de final. O Brasil teria Carlos, Zé Carlos (Copa 1998), Junior Baiano, Ricardo Rocha e Josimar; Cesar Sampaio, Vampeta, Ricardinho (Copa 2002) e Raí; Chulapa e Dadá. Tec: Sebastião Lazaroni. Com estes times, com certeza, meu país ganharia pela 1ª vez com direito a carnaval e feriado de três dias.
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26 Agosto 2008
Pra encerrar o papo olímpico, aí vão dois grupos de atletas. Qual dos dois faria você ligar a TV?
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26 Agosto 2008
Quarenta e oito horas após o colpaso anímico e técnico na Vila Belmiro, um dia cheio de novidades. Boas e más:
- Jonathan volta a treinar.
- Fábio diz que o time está comodado.
- Pra ser campeão, Fabrício aceita a lniha-dura
- Charles continuará fora do time na próxima rodada.
- Guilherme Mendes anuncia um ou dois atacantes aeroportuários.
- Matemático estima em 12% as chances de título e 61% as de Libertadores.
- Marquinhos Paraná ficará afastado por 30 dias tratando da distensão na virilha.
- Wagner diz que não tem boas propostas e vai ficar pra acomapnhar chegada do 1º filho.
- Ramires diz que fica, mas Wilson Gottardo está na praça com propostas de clubes alemães.
- Bernardo, Carlos Magno e Zé Eduardo vão treinar com os profissionais, mas continuarão à dispoisição dos juniores.
- O sabão antidesfocante do Bap ficará pra amanhã, pois o recorrente apagão aéreo o impediu de chegar a tempo da reapresentação do elenco.
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26 Agosto 2008
Marcel Fleming
Terminados os Jogos de Pequim, gostaria de fazer algumas considerações sobre três pontos: o resultado final do Brasil, a postura imprensa brasileira e a reação da torcida brasileira.
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26 Agosto 2008
- “Fui à Vila ver o jogo entre Santos e Cruzeiro. O Santos, com três volantes, pareceu mais tranquilo, sem a correria dos tempos de Cuca, tocando mais a bola. Mas quero falar mesmo é do Cruzeiro. O time marcou muito mal. Parecia preguiçoso, indolente, quase sonolento. Um time que está disputando a ponta da tabela, uma vaga para a Libertadores, não pode ter esta postura. Enfim, achei muito estranho o time do Cruzeiro. É bem verdade que estava sem seu principal jogador, Wagner, mas isso não justifica a marcação molenga, cheia de espaços. Meu palpite é que o time deve cair algumas posições nas próximas semanas.” (José Roberto Torero, em seu blog)
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25 Agosto 2008
Peraí, já estão avacalhando o Adílson nesta história do videogame! Querem desviar o foco de sua crítica à falta de foco. Ele tem razão: jogador tem de ser menos vidiota, menos babão, e pensar mais nos compromissos do clube. Trocando em miúdos: tem de levar a profissão a sério.
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25 Agosto 2008
Gols: 28. Média: 2,8. Pagantes: 147.567 (10.000 promocionais do Governo PE, 7% do total). Média: 14.757. Capacidade dos estádios: 494.000. Ocupação: 30%. Data: 23-24ago.
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25 Agosto 2008
- “Não jogamos nada, só olhamos, chegamos atrasados, não tivemos o brio que precisávamos. O Cruzeiro esteva abaixo da crítica. Temos que trabalhar mais, cobrar mais, antecipar concentração, ser mais firmes. É preciso ter comprometimento com os objetivos, seriedade naquilo que está fazendo, responsabilidade, porque, sem isto, você faz as coisas e às vezes esquece, pois tá vendo videogame, prestando atenção em internet. Tem que estar focado no trabalho. Por isso, às vezes, a gente deixa alguns fora da viagem, da concentração. Quem não tiver espírito pra vencer campeonato, a gente vai deixando de lado. Tenho que contar com aqueles que realmente têm objetivo de vencer. E pra vencer tem que ter entrega maior. O Cruzeiro é grande, tem objetivos, mas tem hora que precisa jogar pequeno fora. E pequeno é 3 zagueiros, 3 volantes, mais gente no meio, só marcando. Você tem qualidade, mas tem que abdicar de algumas coisas. Falta um pouquinho mais de entrega, senão a responsabilidade é nossa, a culpa é sempre nossa, vamos começar a dividir.” (Adílson Baptista)
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24 Agosto 2008
Atuações dos celestes e de seus adversários no Santos 2×0 Cruzeiro:
- Adílson Batista – Ainda não conseguiu montar um time alternativo. Nem vai conseguir, pois o elenco é fraquíssimo e os reservas não conseguirão substituir os titulares que devem estar arrumando as malas. Cair fora pode ser uma alternativa inteligente, antes que a torcida obrigue a diretoria a demiti-lo. Como a Lusa dispensou Valdir Espinosa, pode ser que a troca agrade às duas torcidas.
- Torcida – A Máfia Azul só conseguiu chegar no 2º tempo. Sorte dela. Teve 50% de desconto no vexame.
- Eduardo Maluf – Está perdendo suas mais recentes apostas. Mas ele não deve se apressar. A morosidade é boa conselheira: já, já o campeonato acaba e os últimos contratdos terão o Mineiro pra se revelarem e serem vendidas no início do próximo Brasileiro.
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24 Agosto 2008
A longa permanência na zona de rebaixamento, exige uma atitude vencedora do Santos. E é isto que ele deve mostrar, hoje. O Cruzeiro, por outro lado, dá a nítida impressão de que já cumpriu sua missão no torneio e o que vier será lucro.
Se isto acontecer, a disputa pela vaga na Libertadores pode começar a se complicar. Se o time celeste não quiser ficar pelo caminho, terá de jogar mais do que o fez nas últimas três partidas. Pergunta-se: é possível?
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24 Agosto 2008
Taekwondo: difícil de escrever, complicado de pronunciar, duro de ver. Devia ser transmitido apenas em slow motion. Na velocidade normal, não se percebe um golpe.
Em Pequim, valeu pela medalha da Natália Falavigna, uma lutadora de Londrina que briga bem com os pés e, principalmente, com a boca.
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24 Agosto 2008
Nenhum país ganhou mais medalhas olímpicas no boxe do que os USA. Mas o maior lutador foi o cubano Teofilo Stevenson, que abriu a uma era que já dura mais de 30 anos, de domínio cubano nesta modalidade olímpica.
Em Atenas, Cuba teve 5 campeões, por isso, surpreende seu resultado em Pequim: zero em ouro! Foi um naufrágio.
Chegou a hora do velho ditador tratar, com mais carinho e menos pancadas, seus jovens talentos. Estivessem lá, Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara teriam evitado surra tão contundente.
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24 Agosto 2008
Estados Unidos 118×107 Espanha: há tempos, não se via basquete tão aberto. Nada de privilegiar a posse de bola, como reza a cartilha moderna.
De um lado, os americanos, que se divertem enquanto trabalham. De outro, os espanhóis, furiosos, jogando tudo o que sabem e mais alguma coisa. Foi uma final dos sonhos, essa do torneio olímpico de basquete.
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24 Agosto 2008
O USA levaram pra casa quase todo o ouro do vôlei. Em quatro finais, praia e quadra, só perderam a do feminino. Para o Brasil. No masculino, venceram porque, no momento, têm time mais alto, mais veloz, mais forte. Tudo funciona: saque, recepção, bloqueio são perfeitos.
O Brasil sacou mal e foi lento, nesta final. Giba, provavelmente, sentindo a contusão no ombro, não esteve bem. Normal. Acontece. Não é motivo pra mandar a rapaziada para o pelourinho como é praxe em nossa cultura esportiva.
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23 Agosto 2008
Rafael Laboissière
Já faz um bom tempo que tenho observado um deslize semântico de algumas palavras utilizadas pela mídia esportiva nacional, em particular os termos “tabu” e “fantasma”, que são amplamente utilizados em Psicanálise. Vire e mexe, ouvimos (e lemos) frases do tipo “Fábio quebrou o tabu de não defender pênaltis” ou “a Cocota teme o fantasma do rebaixamento”.
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23 Agosto 2008
Anderson Olivieri
Futebol sempre me fascinou. Desde cedo ouvi falar muito de Pelé, Didi, Tostão, Nilton Santos, Dirceu Lopes e outras feras que jamais vi jogar. O encanto manifesto no olhar de meu pai ao falar desses gênios penetrava em minha mente de uma forma impactante. Na minha ingenuidade pueril, mitifiquei esses nomes. Elevei-os ao rol de gênios imortais, no sentido literal da palavra. Para mim, tratavam-se de super-heróis que jamais nos deixariam. Por diversas vezes, importunei meu pai na tentativa de conhecer pessoalmente algum desses super-heróis. Ele dizia ser impossível, pois não moravam por perto e raramente visitavam Brasília.
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