De exportador a importador
14 Maio 2008Marcelo Cunha
Com a debandada de jogadores brasileiros para Europa e Ásia, nossos clubes estão buscando reforços nos países vizinhos, que pagam salários entre 25 a 30% a menos do que os do Brasil (a Argentina paga entre 5 e 8% menos).
Como revelações uruguaias, peruanas, colombianas, paraguaias, chilenas e argentinas também transferem-se precocemente para o velho continente, resta-nos importar veteranos ou jovens em busca de afirmação. Conca, Espinoza, Acosta, Herrera, Valdivia, Perea, Guiñazu, Molina e vários outros encontraram aqui bons salários.
Ao contrário dos países europeus, o Brasil não peca por falta de talento, mas sim por escassez de grana. É preocupante, pois, em 2005, entre centenas de atletas brasileiros um argentino foi quem mais se destacou e ajudou seu time a ser campeão nacional. No momento, o principal craque do futebol paulista, o mais rico do país, é um chileno.
Por outro lado, os clubes estão muito satisfeitos com o desepenho dos estrangeiros. A legião está dando conta do recado. Daria até para fazer um bom selecionado só de hermanos: Castillo, Bustos, Orozco, Espinoza e Sorondo; Guiñazu, Molina, Conca e Valdívia; Peréa e Moreno. Taí um time que ficaria bem vestido com a camisa do meu Criciúma!
Marcelo Cunha, 25, servidor público, estudante de jornalismo, torcedor do Criciúma, cidade onde nasceu e mora.