
Papo com Jorge Schulman Jorge Schulman escreve regularmente |
28/07/2010 | Jorge Schulman
O clássico da intolerância
O argumento continua o mesmo: o confronto entre parcialidades antagônicas.
Quando a Federação Mineira de Futebol (FMF) divulgou que os jogos entre Atlético-MG e Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro 2010 terão torcida única, e que a definição foi tomada após reunião com representantes das duas equipes para garantir a segurança dos torcedores, fiquei com um sabor amargo de impotência, sou sincero.
O que nos resta dessa medida, senão aceita-la e assumirmos que os dirigentes acreditam que a violência de maneira geral se combate proibindo o encontro em espaços coletivos, e que, todos, pagamos as consequências?
Como se não bastasse, à antiga e reconhecida discriminação na participação nas decisões dos nossos clubes favoritos, agora devemos acrescentar o fato de ajoelhar-nos às decisões extremas.
Lógico que a medida não é nada original. Nada novo em criatividade, nenhum esforço em prol da busca por novas formas de convivência. Conheço isso de Argentina, onde os exemplos são um verdadeiro absurdo. Lembro o jogo entre Boca e Bánfield, este último no momento culminante de ganhar seu primeiro e inédito título, após 113 anos de história. Diante da impossibilidade de comprarem os míseros 4.500 ingressos, os torcedores do “Taladro” invadiram seu próprio estádio (Florencio Sola), chegando de ônibus de diferentes partes da cidade de Buenos Aires, com bandeiras, bonés, cartazes, emblemas... e assistiram o jogo através de uma tela gigante.
Nem que falar do absurdo da medida de proibição que vigora sobre as torcidas visitantes em algumas categorias do futebol, notadamente na “Primera B”. No “Torneo Promoción”, Belgrano e Rosario Central (arqui-rivais) jogaram duas partidas com ambas torcidas e não houve incidentes. Entretanto, neste próximo mês de agosto, o terceiro confronto será realizado com a presença de uma torcida monocromática. O argumento continua o mesmo: o confronto entre parcialidades antagônicas. E já vá pela quarta temporada, isto é, uma vez consumado o fato, é difícil voltar atrás.
Finalizo com perguntas:
1)Que prepara o departamento de marketing de Cruzeiro para reverter um clássico todo pintado de preto e branco, e transformá-lo em TODO AZUL?
2)Onde se reunirão as tradicionais torcidas para assistirem o jogo?
3)Quem ganha com tudo isso?
Ainda estou imaginando como voltará nossa delegação depois da vitória. Já pensaram?
Saudações Celestes e rumo à vitória, SEMPRE!
Jorge Schulman é argentino e o mais Cruzeirense entre os torcedores do River Plate jorge.fernando.schulman@gmail.com
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 | simone castro | belo horizonte | 29-07-10 09h03min Foram pelo caminho "mais fácil", já que a incompetência, a preguiça e a falta de empenho para buscar outras soluções são o que se vê, desde os clubes, até a FMFRANGAS...Além do mais, os dirigentes do clubes das frangas rosas acham que com uma só torcida(a deles, claro), farão pressão no Cruzeiro e no árbitro, para ganhar a partida seja de que forma for. Se esquecem que time que joga Libertadores sempre, acostumado com pressão de torcidas argentina, chilena, com estádios acanhados e ... |  | simone castro | belo horizonte | 29-07-10 09h04min ...catimba de todo tipo, não teme pressão de torcida cacarejante!! |  | Jorge Schulman | Belo Horizonte | 29-07-10 09h51min Simone, totalmente de acordo, mais pelo lado afetivo que pela razão. Nossos jogadores deverão ser verdadeiros guerreiros para superar TODAS as barreiras, sem dúvidas. Grande abraço para você. JFS |  | Rogerio DF | Brasília e Entorno | 29-07-10 17h13min Nobre Jorge, concordo plenamente com o texto abordado e comugno contigo, nas ??????????.
***Saudações River-Celestes, sempre*** |  | edson | BHMG | 09-08-10 22h29min JORGE SEMPRE CERTEIRO NO COMENTÁRIO.
LEMBRA DE MIM, SUMI E APARECI.
O IMPORTANTE AGORA É QUE NO PROXIMO CLÁSSICO NOSSO TIME CONTINUE DETONANDO O GAYLO. | |