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Cruzeiro.Org - 25 anos



Cruzeirense de Arquibancada
Fernandão escreve preferencialmente após as apresentações do celeste cinco estrelas

04/10/2017 | Fernandão
Somente um até logo.

Esperando as glórias do futuro, olhando para o passado

Comecei a escrever sobre o Cruzeiro, assim, de supetão. Resolvi, no início do ano fazer uma análise do elenco do time. Fiz, jogador por jogador, posição por posição, para mandar no grupo de e-mails da nossa turma de Mineirão. Deram 4.000 palavras no total (!). Aí resolvi começar a publicar. Primeiro no extinto canelada.com.br. Um site que falava de todos os times e estava em falta de colaborador Cruzeirense.

Resumo das considerações de antes do Carnaval:

Onze ideal da temporada (publicado em 25/02/2017):

4-4-1-1: Fábio – Mayke, Manoel, Dedé e Fabrício – Neves, L. Silva, Henrique e Alisson – Arrasca – Ábila.
Há um excesso de meias talentosos nem tão compatíveis assim, que podem levar o Mano a ter problemas na administração de egos e oportunidades. Goleiros corretos e estáveis. Atacantes e zagueiros para todos os gostos. Jovens talentosos precisando de oportunidades. E laterais corretos com espaço para crescimento, mas ligeiramente abaixo do restante do time.
À primeira vista parece um time até mais talentoso que o de 2013/14 que diga-se: tinha muito talento. O que sobrava então era uma força coletiva muito grande e a absurda sintonia e encaixe dos monstros Goulart e Ribeiro. Times de futebol são muito mais do que a soma de seus jogadores. O Cruzeiro tem bom elenco na mão de um bom treinador, para vir a ser um ótimo time faltam coisas que não conseguimos muito bem explicar.


A única coisa que eu acertei foi a formação tática, e olha que até então, Mano vinha pondo em campo um 4-2-3-1. Barbosa surpreendeu positivamente, assim como Hudson. Neves nunca foi o falso ponta que armaria o time caindo por dentro e abrindo o corredor para o Mayke, como eu esperava. Suas melhores partidas foram como o ``1´´ logo a frente da linha dos 4 meias.

Mano insistiu demais com o Robinho e com o Sóbis. Perdeu Ábila por uma séria de burradas, suas e da direção. Manoel, Dedé, Lucas Silva e Mayke, remanescentes de 13/14 não se firmaram.

Campeonato Mineiro

Escrevi sobre um monte de jogo mequetrefe do Mineiro. Sem deixar de ser crítico ao Campeonato, que detesto. Relembrando (02/03/2017):

O campeonato organizado pela Federação Mineira é uma piada de péssimo gosto. Isso é assim desde que o Atleticano Schetino foi trocado pelo atleticano descontrolado Netinho. Aliás, isso é assim desde sempre, desde o primeiro atleticano na Federação. Basta dizer que o Cruzeiro tem dois títulos mineiros vencidos em campo não contabilizados pela FMF, o de 1926 da AMET e o de 2002, no Supercampeonato.
Basta dizer que no confronto entre os rivais, cada um tem a sua contabilidade de vitórias (o time zebrado conta jogos de aspirantes, de segundo quadro e com menos de 90 minutos). Se a FMF fosse minimamente séria, seria de se esperar que ela acertasse as estatísticas entre os seus principais filiados, e que ela não contasse os títulos estaduais de forma clubista.
Os estaduais já tiveram a sua importância em um tempo de futebol incipiente, mas hoje se tornaram um fardo para as maiores equipes e um cabresto para as menores. Só há um privilegiado com o modo de organização do futebol brasileiro: O cartola de Federação.


Sobre a final, escrevi em 8/05/17:

O esquema (do Mano Menezes) parou de funcionar porque o time do Cruzeiro ficou mal escalado. Jogadores foram se machucando e sendo substituídos. Quem entrou, normalmente entrou bem. Isso garantiu o jogador no jogo seguinte, as circunstâncias foram mais determinantes para a escalação do time, no frigir dos ovos, do que as necessidades impostas por regulamento ou adversário. E o time deu variados sinais de que precisava de modificações. Sinais todos ignorados pelo chefe.

Sulamericana

Após a queda no Paraguai, escrevi uma coluna, chamada assim: Uma derrota, não um cataclisma. De fato, desde o início do ano, observando o calendário, havia pedido que o Cruzeiro abrisse mão da Sula, para priorizar o Brasileiro e a Copa do Brasil. Achava, como ainda acho, que nenhum time brasileiro tem cacife para disputar três competições. Nota: todos que tentaram, fracassaram. Mas lamentei ao fim que a saída tenha sido cheia de celeumas, mais por conta de ser na semana seguinte a derrota no Estadual. Ali, a cabeça do Mano ficou seriamente ameaçada.

A Itatiaia, aproveitando-se de sua surreal audiência em BH decretou: Faltou vontade! O clichê mais patético (e antigo!) usado para explicar o que não se consegue. O repórter de campo, da mesma Rádio insistiu, até irritar o treinador: Caicedo, amarelado, tinha de ter saído no intervalo. Uai, mas quem foi expulso foi o Léo! Que tomou os dois amarelos no segundo tempo.
Abro o Estado de Minas, sub-manchete: Time de Mano Menezes teve atuação displicente na noite desta quarta. Pode-se interpretar a pixotada do Mayke, que entregou a paçoca, de várias maneiras. Excesso de confiança, burrice, limitação ou até mesmo displicência. Mas o time, de Mano, como um todo, ter atuação displicente? O contrário de displicente, o cara que não tá nem aí, é o cara nervoso, pressionado. Ambos são imprestáveis para o futebol. O time do Cruzeiro no segundo tempo errou mais por nervosismo, uma vontade de provar algo, sem organização, do que por displicência.
Por último o METRO, esse jornalzinho vagabundo que dão de graça no sinal. Cabe pouco conteúdo nas páginas, de tanta propaganda que tem. Por isso as matérias são pequenas, mas o diagnóstico é: O revés do título mineiro deixou sequelas. O time não soube aproveitar o bom momento no jogo por conta de um vacilo do Mayke. Não chega a ser um bingo, mas pelo menos, muito mais próximo do que se viu do que a turma da onda, já ouriçada com a possibilidade das novas manchetes. A preferida é: Mano está prestigiado.


Brasileiro

Cheguei a ficar animado com o início do Brasileiro. Principalmente após a vitória em Santos. 29/05/17 - Santos 0x1 Cruzeiro. Uma vitória para ativar os sonhos:

Não sou de me empolgar, nem gosto de coincidências (sqn!). Só queria dizer que vencemos na Vila pelo Brasileirão também em 2003, 2013 e 2014. Após três rodadas, já tendo batido nosso maior algoz, essa vitória certamente nos dá asas aos sonhos.
Mano fez a opção pelo Rafamarques no comando de ataque. Entendo a opção quando o time tem um jogador ofensivo a menos. Em tese o recém-chegado ajudaria mais na construção das jogadas que o Abilão. Optou por um meio campo mais marcador e de mais imposição física. Fez o time propor o jogo no primeiro tempo, acuando o Santos em alguns momentos. Pressionado pelo adversário na etapa complementar, usou uma tática de manual. Deu corda pra turma de lá se enforcar. Aproximou as linhas e resistiu. Viu o ponto fraco do adversário, inverteu o Alisson de lado, sacou o Hudson e fez entrar o monstro. Com o contragolpe à feição o time vacilou duas vezes, antes de marcar em bela jogada construída em cima de um adversário nas cordas. Ressalva pessoal à opção em manter o Ábila no banco, o desempenho de time e de seu comandante foram exemplares.


Depois...

Daí em diante, vim para o Cruzeiro.org. O resto da história está aí, disponível para consulta. Escrevi depois de praticamente todos os jogos, sempre tentando defender as cores do Cruzeiro, deixando à disposição dos leitores a forma como eu vejo o jogo.

Podemos dizer que o time não aproveitou o seu potencial no Campeonato Brasileiro. Podemos, principalmente dizer que a distância da ponta, combinada com o título da Copa do Brasil fazem o ano terminar agora, em outubro. Vou continuar indo aos jogos. Eventualmente escreverei sobre eles. Mas sem o mesmo compromisso que mantive desde fevereiro.

Por isso, dou esse até logo. Assim, de supetão. Do mesmo jeito que comecei a escrever. Espero que o Evandro não casse a minha senha de Colunista. Explico a vocês, amigos.

1. Estou um pouco desanimado, nesses dias em que o assunto principal não é o futebol, mas sim a política do Clube.

2. Estou saindo de férias por uns dias. Volto antes do Clássico (desde já prometo, para esse jogo, a coisa mais importante dentro de campo até o fim do ano, terá coluna).

3. Quando voltar de férias é possível que eu vá para um emprego novo, que deverá me exigir mais tempo.

Por isso, valeu. Valeu mesmo ao Webmaster do site pelo espaço. Valeu pra turma de safados do grupo 5 estrelas. Valeu para os comentaristas do espaço, com quem dividi opiniões e sentimentos. Valeu pra você, leitor, anônimo e eventual que me fez secreta companhia nesses dias.

Até logo, amigos. Saudações Celestes.


Gestor público, que faz suas observações após cada partida do Cruzeiro, de forma pouco espalhafatosa e totalmente despretensiosa.
fernandao@cruzeiro.org

Leia também as colunas anteriores Cruzeirense de Arquibancada

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 pyxis | BHZ | 04-10-17 19h38min
Nuca tive poder para caSSar ninguém.
Prefiro a democracia e o embate (dizem que aqueles que não gostam vociferam e preferem abandonar)...
Gosto mais o BOM debate... e não casso ninguém... mas quando resolvo pegar pesado, reconheço, não é todo mundo que aguenta o ritmo...
Aguardemos Pois...


 pyxis | BHZ | 04-10-17 19h41min
P.S.
1) onde se lê ´nuca` leia-se NUNCA
2) Domingo, vendo o jogo junto a um conselheiro, ficamos falando sobre a politica e o que viria... acertei quase todos palpites que dei.
Ele disse... ´... Evandro, não sei como você gosta de política... é muito ruim... não sei como você aguenta ...`.
Pois é... eu diferencio as editorias e não afino... sou mineiro, dou um boi para não entrar numa briga e uma BOIADA inteira para não sair... qualquer paixão me inebria.
 Celeste  | Sorocaba-Itajub� | 04-10-17 20h35min
Fernando, gostei de seus textos. Sobre a política, cruzeirense distantes, como Eu, ficam mais por fora que asa de xícara. Eu gostaria de saber mais.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 05-10-17 09h29min
Bom dia Celeste. Estou por fora como você. Considero isso ótimo. Quaisquer bastidores, futebol incluso, são menos lúdicos e mais sujos. Se soubéssemos de tudo o que rola, provavelmente não gostaríamos tanto de futebol. O que me interessa é o jogo. Foi uma honra ter tido você como leitora/comentarista. Viu que no fim ganhamos a Copa? Abraço.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 05-10-17 09h34min
Evandro, bom dia. Sei que é difícil para você compreender, mas esse texto não era sobre você. Nem tudo é...
1. Corrigido o verbo mal empregado.
2. No texto eu lhe agradeci pelo espaço. Se isso não ficou claro, peço perdão. Reitero: Valeu! Bastaria um ``de nada´´, ou qualquer cortesia.
3. Boa sorte com os seus moinhos de vento.
 Thiago Campos | N�o definido | 05-10-17 13h07min
Valeu Fernandão, foi bom ter você escrevendo aqui por esse período, espero que ano que vem esteja de volta. Bom ter a visão de quem acompanha ao vivo e gosto muito das histórias como a do seu amigo que não iria mais ao Mineirão enquanto o Mano estivesse aqui e outras dos bastidores como torcedor. Boa sorte em sua nova empreitada e que ano que vem venham mais títulos. Grande abraço!
 pyxis | BHZ | 05-10-17 15h44min
Droga! Escrevi uma tréplica legal e ela foi abduzida e enviada para terra de Marlboro... Agora vai demorar. :-(
BOAS FÉRIAS !
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 05-10-17 16h49min
Valeu Thiago. Valeu Evandro. I'll be back.
 J Alfeu | Não definido | 05-10-17 21h04min
Fernandão, que seu afastamento tenha prazo de validade e o retorno seja breve. Sua visão e postura perante o maior de Minas e à vida, farão falta neste site.
 Aloisio Mendess | Santa Maria/ DF | 06-10-17 08h41min
Fernandão, também prefiro o futebol, pois os bastidores da política é podre. Espero que os novos dirigentes coloquem a nau no rumo certo. Estou preocupado. Boas férias e bom retorno.
 estrelado campeao | Ubá  | 06-10-17 19h03min
Boa noite Fernando. Que seja um até breve. Suas colunas são muito boas. Quanto à política do clube, estou surpreso com os rumos. Apreensivo com o que poderá acontecer. Mas, o Cruzeiro é maior que tudo isso.
 Mariana_Bh | Não definido | 07-10-17 18h40min
Fernandão, às vezes, na correria do dia a dia, passamos por aqui, lemos as colunas e as notícias, mas não paramos pra comentar. Queria deixar o meu agradecimento por seus textos, que, por muitas vezes, contribuíram para que eu, que hoje resido longe de BH, me contagiasse com boas energias e renovasse as esperanças, nessa Copa do Brasil. Seus textos são muito bons! Tomara que seu descanso seja apenas um até logo. Abraço e boas férias!
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 18-10-17 13h44min
J Alfeu, Estrelado e Aloisio. Obrigado. Pela companhia e pelos pitacos. Estaremos por aí. Mariana, valeu pelo feedback. Abraço a todos.
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