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Cruzeirense de Arquibancada
Fernandão escreve preferencialmente após as apresentações do celeste cinco estrelas

23/04/2018 | Fernandão
Calma para a recuperação

Antes das sandices desejadas, a recuperação passa pelo que já foi feito

Cabeça quente faz coisa. Fiquei irritado com o jogo ante o Fluminense ontem. Se algum cruzeirense não tiver ficado, apresente-me o indivíduo. Estou precisando de umas aulas de serenidade. Assustei a minha filha de 5 anos. Recém-convertida, ela ficou o fim de semana inteiro desenhando um fundo azul com cinco estrelas redondas, um pouquinho ainda fora de lugar, para me agradar. A cada desenho, ela ganhava um beijo, e enchia o papai de orgulho, afinal a disputa com a mamãe atleticana é brava, e essa batalha está quase ganha.

Voltando ao assunto, amassei um latão ainda não completamente esvaziado num golpe e proferi alguns xingamentos em um momento que eu não sei precisar. A menina, que presenciou a cena disse: Papai, não preocupa, o próximo jogo a gente ganha! Linda ela. Ainda irritado, após o jogo me levantei, empunhei umas ferramentas e saí pela casa a arrumar umas coisas fora de lugar. Arrumei uma tomada, há muito estragada. Empolguei-me. Voltei-me para a torneira da pia que pinga tem um mês. Encarei-a e parti pra cima. Quebrei a parte de baixo do misturador e agora estamos com o registro fechado à espera de um encanador.

Coisas da vida, coisas de quem não sabe muito bem o que deve ser feito.

Não sou de redes sociais. Vivo num mundinho bem concreto, por sinal. Nunca tive Facebook, Instagram e congêneres. No máximo um grupelho de whatsapp com 7 pessoas, cruzeirenses de ir ao estádio. Por isso descubro o que a massa com o celular em punho pensa por comentários de notícias aqui e na rede e no Blog do Jorge Santana. E me assusto. Muito. São pensamentos destrutivos e pessimistas que se retro-alimentam e se incentivam a detonar tudo o que é feito. Claro que me irritei com o jogo de ontem. Mas daí a perseguir tudo e todos exigindo que o time entre em modo aleatório, seja trocando o comando técnico, seja exigindo a saída de ídolos do time, vai uma diferença enorme.

Aos filósofos do apocalipse, aos que esquentam a cabeça ao ponto de fritar um ovo, mas que não estarão no Mineirão quinta-feira, para ajudar, repasso-lhes o conselho da pequena: O próximo jogo a gente ganha! O pensamento de uma menina de 5 anos é mais útil e sensato que o de vocês. E vão arrumar outra ocupação, futebol não serve para vocês. A única coisa certa no início de um campeonato longo como o Brasileiro é que haverão vitórias e derrotas, jogos bons e ruins.

Você que diz Fora Mano!, Fora Henrique! Por conta de sua cabeça quente, pode parar de ler. Afinal, dificilmente irei lhe convencer de alguma coisa. Você está para o futebol assim como estou para encanamentos. Não entende nada do jogo, acha que o jogo jogado há 15 anos atrás é o mesmo de hoje, acha que sabe mais que um cara que vive disso e está lá todo santo dia treinando o time.

Aos demais, que também se irritaram mas que buscam qualquer explicação, além dos jargões, vamos lá. Inicialmente digo que estou no mesmo barco. Também procuro entender o que se passa com a fluência ofensiva do time. Vou lhes passar as minhas impressões e depois me contem o que pensam, tudo bem?

Os últimos jogos

Os quatro últimos jogos, todos decisivos, foram marcados pela solidez defensiva e pela falta de ideias. Mas nem de longe estão no mesmo barco, nem ``o time vem mal há muito tempo´´, como ouvi por aí. A final do Mineiro e o jogo contra a La U foram jogos em que o plano de jogo tentado claramente deu certo, em termos de execução. Digo em termos de execução porque o resultado obtido no Chile era o mínimo que o time foi buscar, mas não é satisfatório. Contra o rival citadino, precisando de dois gols, o time partiu para o abafa, sem se descuidar da segunda bola, sem permitir contragolpes. O plano de jogo claramente era abrir o marcador na primeira etapa e não sofrer gols. O time teria mais 45 minutos para fazer o segundo. O resultado foi o título mineiro, que o sabichão não comemora, afinal, rural não vale nada. Agora perde. Perde para ver a reação dele.

Contra a La U, o time foi armado claramente para bloquear as laterais e levar a decisão do jogo para o último quarto da partida, onde o adversário concederia espaços. O plano de jogo bem executado por um time sólido levou a partida para o momento desejado. Nesse momento faltou o poder de decisão ao time, por fatores que debateremos. Não foi um jogo ruim. Longe disso. O adversário com 3 ou 4 jogadores de seleção chilena, jogando em sua casa lotada, não era a baba que o prepotente sabichão esperava. O certo foi feito. O resultado veio pela metade.

Então em quatro jogos o time sofreu dois gols. Um resultado bom até, não fosse pelo fato de que o time fez apenas dois gols também. Constatação óbvia. O time não vai mal, nem nesse momento, defensivamente. O jogo realmente ruim do Cruzeiro foi contra o Grêmio. No jogo em que o treinador escalou o time mais próximo ao que a torcida queria, com Arrascaeta e Neves como meias e um jogador à frente deles. Foi o Sóbis ao invés do Sassá, o que naquele jogo mudou pouco a história, uma vez que o Cruzeiro não viu a cor da bola. Henrique que havia sido um dos melhores na final contra o Atlético, segurou junto com o Cabral o rojão de ter o melhor meiocampo do Brasil trocando bolas na intermediária à sua frente. Mesmo assim o gol do Grêmio, e todas as jogadas do adversário só saíram com Éverton e Ramiro caindo em cima dos laterias, geralmente no dois contra um. No primeiro tempo no lado do Edílson, que levou um baile, no segundo tempo sobre o Egídio, onde saiu a jogada do gol.

Recapitulando ``a crise´´ antes de entrar no jogo contra o Flu: 1. O Cruzeiro é campeão mineiro em um jogo em que precisava tirar a diferença de dois gols. 2. O time que vai bem na final é repetido contra o Grêmio, e toma um baile, principalmente por falta de poder de marcação de um meio de campo faceiro. Diga-se: em futebol moderno todos marcam. Mas no Cruzeiro da cabeça do sabichão Arrasca, Neves e Robinho podem trotar. Se o time perde xinga o Henrique, porque ele não faz falta. O gol amadurece e sai pela beirada. 3. Mano vai para o Chile com a responsabilidade de não voltar eliminado. Saca Sóbis e Robinho, adianta Arrascaeta e reforça as laterais do campo, com Mancuello e Rafinha. Volta vivo, para o jogo contra o Fluminense.

O jogo

O contexto não é de crise. Mas claramente é um jogo perigoso. O Fluminense fez um bom jogo contra o Corinthians na primeira rodada, para o alienado sabichão. Esse que passa tanto tempo falando asneira na Internet, que não sobra tempo para assistir aos jogos. Enfim, jogando em Itaquera, o Fluminense finalizou mais que o Corinthians e levou um duro castigo com o gol da vitória do Corinthians aos 41 do 2º tempo.

Por opção da comissão técnica, o Cruzeiro poupou seus laterais além de Arrasca e Rafinha. Levou a campo um time mexido, porém competitivo. E foi agraciado pelo destempero do adversário que acertou um pé na orelha do Sassá em uma saída de contra-ataque. Daí em diante o jogo seria um ataque contra defesa até o fim. O Fluminense, organizado defensivamente, tentava a ligação direta com o seu centroavante que tinha a missão de aparar a bola, escorar e fazer o passe para alguém que passasse. A única opção do adversário seria uma bola parada ou o desespero do Cruzeiro. E numa bola parada digna de pinball, Pedro fez um gol de bochecha, em uma infelicidade da defesa, com o desvio do Gum no primeiro poste levemente impedido.

Daí em diante o Cruzeiro rodou a bola de maneira infrutífera, e só levou algum perigo com Arrasca, duas vezes, que entrou já na metade do segundo tempo. Martelar nem sempre resolve.

O resultado premia a bravura e a concentração defensiva do Fluminense, mas não conta a história do jogo, nem é justo. Mas serve de alerta para um time que tem imensa dificuldade em penetrar as linhas adversárias. Tem essa dificuldade com ou sem centroavante.

Os motivos

Quem me irritou mais nesse jogo foram Mancuello e Robinho, pela incapacidade de fazer algo diferente. Sem arremates ou dribles, os dois insistiram em virar o lado do ataque e abrir a bola nos laterais, que visivelmente estão um degrau abaixo dos titulares. Armandinhos. Um toca-toca infrutífero, chato mesmo. É a função deles acelerar o jogo, receber a bola da zaga, de um lateral ou do Henrique e achar um lateral em projeção, um meia ou atacante no um contra um. Posse de bola paciente é para momentos de jogo, como no Chile, como na final do Mineiro após os 2x0. Não é objetivo de jogo.

Thiago Neves está em um momento ruim. Aliás, ele tem mais cartaz do que bola. Minha maior crítica a ele é a extrema deficiência na leitura do jogo, principalmente sem a bola. A exceção que comprova a regra foi o gol contra o adversário local na final do Mineiro. Ali ele soube passar na referência e habilitou-se a receber a assistência. No geral, ele recua para ajudar na construção da jogada quando o adversário está postado, tirando alguém que pressionaria e tiraria a sobra da última linha. Ou isso, ou posta-se de costas para receber a bola em uma zona ``suja´´ do campo. A bola chega, mas ele logo é desarmado ou obrigado a recuar.

Os laterais de ontem tem disposição de sobra e qualidade de menos. Senti uma falta imensa do Egídio ontem, o lateral assistente por definição. Ele sempre busca o fundo e deixa a bola viva na área. Seus cruzamentos não chegam ao goleiro adversário. Toda vez que um lateral cruza a bola na mão do goleiro, arma um potencial contragolpe, com o goleiro de frente para o seu campo, com a bola em mãos. Romero faz isso até cansar.

O jovem mancebo argentino merece um capítulo à parte. Endeusado convenientemente por parte da torcida que, por motivos misteriosos, detesta o Henrique, dá sinais cristalinos que merece ser a opção depois do Ezequiel para a lateral direita. Mesmo assim recebe suas chances em número maior. No meiocampo onde tecem loas lamentando sua ausência, é pior que todos os seus concorrentes nos quesitos que interessam ao ofício – posicionamento, passe, arremate ao gol, visão de jogo. O fato de preferir o futebol na horizontal do que na vertical, faz lembrar jogadores antigos extintos atualmente do mundo da bola. Cocitos, Dinhos e Augustos Recifes estão em franco desaparecimento do cenário futebolístico mundial. Isso é coisa nem tão recente assim.

Aliás, vou contar uma pequena fábula: Era uma vez um time de Meninos da Vila que foi campeão brasileiro. Aquele time revelou dois volantes, da mesma geração. Diziam que todos os times precisavam de dois volantes daquele jeito. Um classudo de cabeça erguida, outro marcador, cão-de-guarda. Renato jogou dois anos no time, foi pra Europa. Virou um semideus para a torcida do Sevilha, voltou e foi ídolo de mais um grande brasileiro antes de voltar ao Santos onde é a referência para a formação de jogadores na posição. Paulo Almeida foi pro Benfica, não deu muito certo, voltou ao Corinthians – não deu muito certo. No auge, aos 27 anos, estava no União Rondonópolis.

Acertos para o que virá
O momento do Cruzeiro é para ter cabeça fria. O plano ``A´´ para a temporada, o jogo de aproximação com um pivô não pode ser usado desde a jornada em Avellaneda. O plano ``B´´, que seria o mais próximo possível do ``A´´ está entrando em forma agora. A silhueta do jovem vindo do Botafogo não mente. Ele ainda não está no nível físico desejado. Sassá precisa de bolas na frente, para arrancar e finalizar. Como não tem estatura privilegiada, os cruzamentos têm de ser certeiros.

Está na hora de o Neves sair do banco no segundo tempo, com o nível físico acima de seus marcadores para que possa fazer a diferença. O time devia postar-se no 4-4-1-1. No Chile fez isso, com Neves e Arrasca alternando-se nas posições de enganche e centroavante. A minha impressão é que na segunda linha Henrique e Lucas Silva são os melhores para jogar por dentro. Assim como acho que o Robinho não tem força para jogar aberto na ponta direita e ser agudo nem disciplina para marcar na cabeça da área. Penso que Robinho deveria jogar na esquerda, sendo o ponta-armador do time. Quando o Cruzeiro tivesse a posse ele centralizaria e abriria o corredor para o Egídio passar e ir ao fundo. Para equilibrar o time, na direita, poderia entrar alguém que recompusesse e conduzisse a bola com qualidade, dando tempo para o time se reorganizar.

Imagino que o Bruno Silva e o David tenham sido contratados para fazer isso. Mas, como não assisto treinamentos e ambos não têm sequência para pleitear uma vaga no time, o momento ainda é do Rafinha por ali (digo isso a contragosto).

Quanto à direção do Cruzeiro, espero igualmente paciência e resiliência. Certamente os planos do Itair eram outros. Mas ainda não perdemos nada. Ganhando na quinta-feira, voltaremos para o rumo certo.

Fechando

Como fiquei um tempão sem escrever, tinha muito (abobrinha em geral) a dizer. Minha rotina não tem me permitido dedicar-me a esse prazer, o que lamento. Sou o mesmo cara que não queria a permanência do Mano no início do ano, nem aprovei a baciada mais cara da história. Mas acima de tudo, sou Cruzeiro. E não vou fazer onda contra o time. A solução não é abrir mão da temporada. Não é desembarcar e queimar as caravelas, não é decidir ir pra Índia no meio do Atlântico.

A solução é na bola. E o Cruzeiro tem muitos profissionais experimentados para achar o caminho. Nisso confio. Aos atletas, lembro que conversar demais, especialmente ao fim do Mineiro (alguns falaram até em Tríplice Coroa) não ajudou em nada. Hora de trabalhar e se reinventar.

Saudações Celestes


Gestor público, que faz suas observações após cada partida do Cruzeiro, de forma pouco espalhafatosa e totalmente despretensiosa.
fernandao@cruzeiro.org

Leia também as colunas anteriores Cruzeirense de Arquibancada

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Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 _vitor | Vitoria | 23-04-18 16h32min
Fernandão, os problemas ofensivos do Mano vêm de muito tempo, sempre foi questionado por isso em sua carreira. Mas concordo que nessa temporada o plano 'A' com pivô não pode ser usado mais sem Fred/Raniel. Confesso que estava otimista com o 4-3-3 que o Mano estava implementando, com o Robinho jogando como um terceiro volante e um atacante mais fixo na área. Na minha opinião, Robinho ou Mancuello renderiam bem ali. O plano 'B' dele é o velho 4-2-3-1 do ano passado. E aí que está o problema.
 _vitor | Vitoria | 23-04-18 16h32min
Esse esquema sem um jogador de velocidade na ponta é péssimo! David ainda não está no ideal e Rafinha é muito limitado. E tbm o Mano insiste muito em determinados jogadores em funções que claramente não são ideais para eles. Robinho na ponta direita está deprimente, e Mancuello de ponta esquerda não rende. E independente da formação, o jeito extremamente cauteloso prejudica demais o time! Por exemplo, vc está dizendo que o plano contra a La U era esse de segurar o time deles e
 _vitor | Vitoria | 23-04-18 16h32min
tentar resolver nos 15 minutos finais. Concordo que o plano era esse, mas pra mim isso não me desce. Não vejo as qualidades do time de lá essa coisa toda, nós temos um time muito superior pra jogar desse jeito. É jogar sempre dependendo de algum jogador tirar um coelho da cartola.. O time do Mano não sobe com qualidade, falta aproximação, apoio, triangulações e jogadas trabalhadas. Só sabem se defender, e quando tem que atacar é um Deus nos acuda!
 _vitor | Vitoria | 23-04-18 16h33min
E discordo de vc em relação ao Henrique. Os motivos de quem pede a saída dele do time não são nada misteriosos.. Até concordo que ele tem um bom posicionamento e não é o problema maior desse time. Mas em vários momentos falta um pouco mais de gana, mais agressividade na marcação. Vejo ele falhando direto e quase nunca é questionado. Olha esse gol do Fluminense, quem estava na marcação do Gum. O Henrique parou de acompanhar em determinado momento e nem pulou na bola!
 _vitor | Vitoria | 23-04-18 16h33min
Não acho justo falar que o Romero é só um ‘cão-de-guarda’ que não sabe se posicionar em campo. Quantas oportunidades ele teve no meio campo jogado com o time titular? Nunca teve sequência ali.. E posicionamento é treino e entrosamento com a equipe, como vai ter se só joga quebrando o galho na direita?! Pra mim, ele agregaria muito mais em campo do que o Henrique. Acho sim que ele tem um bom passe e iria trazer mais dinâmica pra esse meio campo. ps: Desculpem por me alongar demais aqui rsrs
 Marco | Curitiba | 24-04-18 07h33min
Fernandão, achei seu texto bastante lógico e coerente, porém discordo de algumas coisas, principalmente em relação ao Henrique e ao Romero. Mas o que mais me preocupa é ler nas entrevistas do MM que o time precisa de mais conversa do que treino! Ele só pode estar de brincadeira! Ficou nítido nos últimos jogos que temos um time mal treinado. Inofensivo nas bolas paradas e o cara quer treinar menos ainda?! Corremos sérios risco contra o CAP na CB, pois este sim é um time muito bem treinado.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 24-04-18 09h44min
Prezado Vitor, o plano B do Mano não é o 4-3-3. Esse foi usado ocasionalmente contra o Atlético, e fica para momentos do jogo. O Mano tem variado o time do 4-1-4-1 para o 4-4-2/4-4-1-1. No primeiro caso ele recua o Henrique para o entrelinhas e faz uma linha com 4 meias. Ele fez isso claramente contra o Racing na Argentina. Em outros momentos o Henrique se adianta um pouco, entra na linha média e ``empurra´´ um meia para frente. Não vejo o problema do Cruzeiro como derivado de desenho tático.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 24-04-18 09h45min
O jogo no Chile era muito propenso à cautela. Principalmente depois que o Racing goleou o Vasco. O desenho do grupo é La U x Cruzeiro pela segunda vaga. Entendo que a leitura do Mano foi correta. Empate fora com vitória em casa é o suficiente contra o adversário direto. Não podia perder de jeito nenhum.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 24-04-18 09h46min
Concordamos que o Cruzeiro tem problemas de fluência ofensiva. Os motivos desses problemas passam pelas peças escaladas, pela fase dos jogadores, pela sorte entre outras coisas. É muito reducionismo, e até um pouco de oportunismo decretar a pecha de time mal treinado. Até porque o que treina mais é o lado defensivo. Se treina a recomposição, onde começa a linha de marcação, alguns movimento coordenados. Mas na hora do jogo, o jogador dribla ou enfia ou finaliza seguindo o seu instinto.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 24-04-18 09h55min
Vitor e Marco. Podemos discordar em relação ao Henrique, sem problemas. Entendo que o Henrique tem uma ocupação de espaços e inteligência tática perfeita, assim como acho que ele seria titular nos 20 times da Série A. Divergimos, bola pra frente. Vitor, dê um pokim de mérito pro Gum, 10 cm maior que o Henrique. Quanto ao Romero, faz parte do imaginário brasileiro ter um típico jogador argentino. Ainda bem que ele não é cabeludo e tem mullets, aí já seria lenda por aqui. O tempo dará as respostas
 _vitor | Vitoria | 24-04-18 14h21min
Na Argentina eu vi um 4-1-4-1 mesmo, mas quase não vi isso nos outros jogos. O que eu mais vi esse ano mesmo foi algo muito semelhante ao ano passado. Mas só vejo pela TV, não sou o ideal pra falar sobre isso. É claro que dou mérito ao Gum, o negocio é que o Henrique nem pulou! E não pode deixar de pular. Tem um gol la na Argentina que ele nem pulou tbm com o jogador adversário. Nem que seja pra atrapalhar o adversário, tem que pular junto. Enfim, cada um tem suas preferencias.. Abraços!
 Ronito | Marilia | 24-04-18 18h19min
Dois atacantes, dois meias e dois volantes! Nada de inventar esquema 4-1-3-1, 4-2-2-2, 4-3-2-1, futebol é simples, 4-4-2 ou 4-3-3! Atacante ataca, lateral defende e vai a linha de fundo cruzar, volante desarma no meio, armador arma com velocidade as jogadas. Treinador, treina o time e coloca os melhores em campo, sem panelinha!
 Ronito | Marilia | 24-04-18 18h24min
O Mano tem que parar de achar que é um estudioso do futebol e querer achar a ferramenta certa para apertar os parafusos! Se não tem a ferramenta, vai com alicate mesmo e sem churumelas! Essa história de montar time de acordo com a característica de cada adversário é desculpa de time mal treinado! Jogamos simples o nosso futebol e deixa os adversários quebrarem a cabeça pra desmontar o Cruzeiro! Futebol é jogado e lambari é pescado!
 Ronito | Marilia | 24-04-18 18h27min
Sobre Henrique e Cabral, não vejo essa disciplina tática mencionada! Pelo contrário, a falta de fada no meio, falta de combate sobrecarrega que tem a função de armar o ataque. Não entra na minha cabeca, todos oa jogadores terem que voltar não marcação! Não vejo produtividade, nao quero dar adjetivos, mas nossos volantes só cercam, e roubam as bolas com os olhos!
 pyxis | BHZ | 24-04-18 21h06min
RSRSRS,
Fernandão,
Escrevi sobre cruzeirenses como você, mas você não deve ter percebido (cabeças quentes não percebem certas coisas).
Escreveu muito para justificar sua termocefalia.
EU ENTENDO !
É claro que sua filha tá sabendo muito... futebol é assim... nãos e ganha todas. Menina inteligente !
Só que sua termocefalia contra quem faz críticas, não me comove ! Nos vemos na arquibancada. SEMPRE ESTOU LÁ !
 pyxis | BHZ | 24-04-18 21h08min
P.S.
Faltou você dizer que é termocéfalo ´raiz` ... igual ao presidente `raiz` ...
RSRSRSRS
 mrr | Natal | 24-04-18 21h56min
Após tanto tempo sem entrar vejo que as coisas continuam na mesma, exceto na questão dos comentários...
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 25-04-18 09h37min
Ronito, alguns treinadores pensam exatamente como você. Futebol é simples e etc. Para citar alguns, Parreira, Luxa e Joel Santana. Deve ser por isso que hoje eles fazem mais comerciais do que são contratados para estar à beira do campo. O futebol evoluiu. Ia sugerir literatura, mas... na boa? Você já desempenha muito bem a sua função de torcedor de internet. Abraço.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 25-04-18 09h37min
Evandro, vi a sua coluna. Por paradoxal que vc possa achar, acho que ela se aplica muito mais a vc mesmo do que a mim. Raramente escrevo de cabeça quente, não milito nas internets, não sou fã do Mano mas prego pragmatismo e soluções simples para os problemas. Termocéfalo é um cara que usa os resultados ruins, seja lá por qual motivo aconteceram, para atacar sempre os mesmos alvos. Algo do seu feitio.
 Fernandao_Br | Belo Horizonte | 25-04-18 09h38min
Quanto ao tal presidente raiz, não dei pelota no primeiro momento quando vi na sua coluna. Agora que vc reiterou, dei um Google para saber do que se trata. O que acontece dentro do campo me interessa mais. Abraço.
 Ronito | Marilia | 25-04-18 10h09min
Bom Fernando, não tive a intenção de criticar a sua coluna! Só discordo do método de trabalho do Mano. Um time desconfigurado, sem jogadas ensaiadas, sem o famoso padrão de jogo, sem contra ataque, sem velocidade e o pior, que da espaço demais para o adversário, certamente não pode se dar ao luxo de inventar na “estratégia de jogo”. Por isso, acredito que a reconstrução desse time, começa com o “jogar simples”, voltar a ganhar, os jogadores se achando dentro de campo e voltar a confiança!
 Ronito | Marilia | 25-04-18 10h13min
Sobre a literatura recomendada e o torcedor de internet, acho melhor ler outras coisas que agregam mais! Aqui, nesse espaço, dou apenas palpite, crítico, desabafo, sem a pretensão de fazer carreira como comentarista! Isso eu deixo pra você, que vive do futebol, que estudou na UEFA, fez incurso da CBF, fez doutorado em táticas esportivas e estagiou com o PEPE Guardiola! Abraço
 Ronito | Marilia | 25-04-18 10h32min
Só pra constar, O Liverpool e o City jogam no 4-3-3, o Barcelona e o Real no 4-4-2! A formação é única, o que varia é o posicionamento dos jogadores no decorrer da partida, com a bola ou sem a bola!
 Celeste  | Sorocaba-Itajub� | 25-04-18 19h16min
Fernandão, bem vindo de volta. Eu tenho um modo de torcer parecido com o seu.Eu estresso bastante no decorrer da partida e no pós jogo. Depois esfrio a cabeça e fico na expectativa de uma volta dos bons resultados. Isso não significa que eu esteja satisfeita com o trabalho do MM e com o desempenho de alguns jogadores.
 pyxis | BHZ | 26-04-18 14h51min
Fernandão, eu te entendo... achar que eu sou termocéfalo e você não...
E aprofundo o entendimento quando você é seletivo e tenta separar o torcedor ´dentro das quatro linhas` e fecha ss olhos para o ´fora` das quatro linhas...
IMNSHO, torcedor que separa estas coisas tem dificuldades de entender o todo...
Minha cultura de gestão e administração indica que devemos pensar GLOBALMENTE e agir localmente. Vamos torcer e prestar muita atenção no ENTORNO !
 pyxis | BHZ | 26-04-18 14h53min
P.S. Não fique muito ´calmo` ... a decisão é hoje ... E mesmo que vençamos, NADA da nossa estrutura mudará...
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