Ola visitante, Clique aqui para conectar ao site

 Home   |   Blog PHD   |   Charges   |   Colunistas   |   Notícias   

ATENÇÃO - Solicitamos que todos os usuários alterem suas senhas - Cliquem em ESQUECI minha senha e aguardem o recebimento de uma nova senha - #ForçaCHAPE
Site Oficial da Torcida do Cruzeiro



Especiais - Cruzeiro.Org

Este espaço é dedicado a temas de relevância relacionados ao Cruzeiro Esporte Clube

30/07/2006 | Henrique Ribeiro
NA COPA, LA COPA, SE MIRA E NA “MALANDRAGEM” SE TOCA

Os torcedores argentinos e uruguaios tripudiavam os times brasileiros com o seguinte coro: “na copa, la copa, se mira e no se toca”

Durante os anos 1960 e 1970, a cada eliminação de um time brasileiro na Copa Libertadores, os torcedores argentinos e uruguaios tripudiavam os times brasileiros com o seguinte coro nas arquibancadas em seus estádios: “na copa, la copa, se mira e no se toca” (Na Copa, a Copa, se vê, mas não se toca). Isto se devia ao fato de que a última e única equipe brasileira que havia conquistado a Libertadores, desde o início de sua disputa em 1960, foi o Santos, em 1962 e 1963, e nos anos seguintes o título estava dividido entre times argentinos ou uruguaios.

O Cruzeiro conquistou o direito de disputar a Copa Libertadores de 1976 por ter sido o vicecampeão brasileiro de 1975. Desde 1966, a competição passou a ser disputada pelos vice-campeões nacionais de cada país, além dos campeões. Participaram 21 equipes campeãs e vice de cada país, mais o Independiente, campeão da Libertadores de 1975, que por isso, ganhou o direito de disputar o certame a partir da 2ª fase. Na 1ª fase, 20 equipes foram divididas em 5 grupos de 4 e o Cruzeiro participou do Grupo 3, juntamente, com o Internacional (RS) e os paraguaios Sportivo Luqueño e Olimpia.

O Cruzeiro manteve todo o plantel titular que se sagrou vicecampeão do Brasil sendo a maior parte dele vinculado ao clube há mais de três anos e realizou apenas três contratações: o desconhecido zagueiro Ozires, do Fortaleza (CE), o experiente atacante Ronaldo, que estava sem clube e era dono do próprio passe, mais o empréstimo do atacante Jairzinho, com passe vinculado ao Olimpique de Marselha, da França, mas que estava no Paris Saint Germain. O “furacão da Copa”, como ficou conhecido na conquista do tricampeonato mundial de 1970, no México, pela Seleção Brasileira, estava com 31 anos de idade e foi o maior reforço do clube.

A preparação para a Libertadores acabou sendo o turno final do Campeonato Mineiro de 1975 que, devido a falta de datas, foi disputado em fevereiro de 1976. O time venceu os 6 jogos contra América, Atlético e Caldense. O título foi confirmado na última rodada contra o Atlético, na vitória de 1 a 0, com um gol de cabeça do atacante Palhinha, após jogada espetacular de Joãozinho, que significou o tetracampeonato mineiro.

O maior espetáculo da década

O destaque na 1ª fase ficou por conta dos confrontos contra o Internacional. O primeiro aconteceu na estréia das equipes, no Mineirão, numa partida inesquecível para os torcedores do futebol brasileiro no período. O jogo serviu como uma revanche para o Cruzeiro, que havia perdido o título brasileiro de 1975 para o próprio Inter, no Beira Rio. Para os gaúchos, o confronto servia para confirmar ao time a condição de melhor do Brasil. O jogo que terminou com a vitória do Cruzeiro por 5 a 4 é considerado, até os dias atuais, como o maior já disputado em toda a história do Mineirão. Com várias reviravoltas no placar, além das belas jogadas criadas por jogadores de alto nível técnico, a partida ainda ficou marcada pela dramaticidade, pois o Cruzeiro jogou com 10 em campo, desde o início do 2º tempo, após a expulsão de Palhinha, que revidou uma falta do zagueiro Figueroa. No entanto, a grande exibição do atacante Joãozinho garantiu a vitória no jogo histórico.

Em seguida o Cruzeiro foi ao Paraguai e venceu o Luqueño por 3 a 1 e empatou com o Olímpia por 2 a 2 terminado o turno na liderança. Após vencer o Luqueño, por 4 a 1, no Mineirão, veio o jogo decisivo contra o Internacional, no Beira-Rio. Uma vitória simples garantia ao time o título do grupo 3 e a classificação para a 2ª fase, ainda restando mais uma partida. O Internacional seguia com 2 pontos e apenas a vitória interessava, tendo ainda que vencer outros dois jogos. Com uma grande exibição de Joãozinho, o Cruzeiro venceu o clássico por 2 a 0, que concedeu ao time a condição de melhor do Brasil.

Na última partida da 1ª fase, o Cruzeiro aplacou mais uma goleada vencendo o Olímpia por 4 a 1, no Mineirão. O narrador Walter Abrahão não encontrou palavras para descrever o 4º gol do Cruzeiro, marcado por Eduardo. Preferiu qualificá-lo como “artístico, cinematográfico, cômico e hilariante”. No lance, Palhinha e Eduardo driblaram três marcadores do Olímpia que ficaram estendidos no chão, antes do gol.

O título para Roberto Batata

O Cruzeiro conseguiu junto ao presidente da Conmebol, Teófilo Salinas, que a reunião dos clubes semifinalistas fosse realizada em Belo Horizonte. A grande vitória de Felício na reunião realizada num hotel da capital em 23 de abril foi evitar que o Cruzeiro caísse na chave dos clubes argentinos na 2ª fase (semifinal). Como os argentinos e o Peñarol, do Uruguai, queriam evitar a altitude de Quito, para enfrentar o LDU, ficou afirmado entre os representantes a formação dos grupos A com o Cruzeiro, LDU (Equador) e Alianza (Peru) e a chave B com River Plate (Argentina), Independiente (Argentina) e Peñarol (Uruguai)

O clube superou a altitude de Quito e venceu o LDU por 3 a 1 e, em seguida, o Alianza, em Lima, por 4 a 0 terminando o turno como líder do grupo. A partida ficou marcado pelo chamado “gol espetáculo” marcado por Joãozinho, aos 33 do 2º, quando driblou Palacios, Ojeda, Ramirez e o goleiro Canozza para empurrar a bola para o gol vazio. Só quem não gostou foi a torcida do Alianza que apedrejou o ônibus do time na saída do estádio.

No dia seguinte ao desembarque da delegação em Belo Horizonte, o atacante Roberto Batata, que era um dos destaques do time, viajou de carro até a cidade de Três Corações (MG) para visitar a sua esposa e o filho de 11 meses. O jogador acabou falecendo, após sofrer um acidente na altura do km 183, da rodovia Fernão Dias. A tragédia comoveu todo o país e a Federação Mineira decretou luto de 7 dias no futebol mineiro adiando duas rodadas do Campeonato Mineiro. O corpo do craque foi velado na sede social do Cruzeiro e o cortejo fúnebre acompanhado por uma multidão de torcedores. Os jogadores prometeram vencer o título da Libertadores para homenageá-lo.

Goleada pra quem merece

A próxima partida do time foi contra o próprio Alianza, no Mineirão, e ficou marcada do início ao fim como uma homenagem ao atacante Batata. Antes da partida, o pistonista da banda da Polícia Militar tocou “silêncio” em homenagem ao atacante provocando o choro dos jogadores. Mas a maior homenagem e que entrou para a história do clube começaria aos 9, do 2º tempo, quando Jairzinho marcou o 3º gol. Na comemoração Palhinha sugeriu ao time marcar 7 gols em homenagem ao número da camisa de Batata. E o time cumpriu a homenagem aos 32 do 2º, quando Jairzinho estabeleceu a goleada de 7 a 1. A maior goleada do Cruzeiro, até hoje, em toda a sua história na Libertadores.

A partida seguinte contra a LDU, no Mineirão, serviu apenas para cumprir tabela, pois os equatorianos com a derrota para o Alianza, não tinham mais chances de alcançar o Cruzeiro na classificação. O Cruzeiro goleou facilmente por 4 a 1.

O gol da malandragem

O Cruzeiro fez a final contra o River Plate, da Argentina que, assim como o Cruzeiro, nunca havia vencido a Libertadores. Na primeira partida no Mineirão, o time aplicou um show de bola nos argentinos e goleou por 4 a 1. O terceiro gol foi mais um gol antológico daquela brilhante campanha. Joãozinho driblou Comelles e Perfumo e cruzou para Palhinha, que com um leve toque de cabeça pra trás, encontrou Eduardo, que vinha na corrida, fez que ia chutar, mas foi a linha de fundo e com um toque encobriu o goleiro Fillol para Palhinha marcar de cabeça.

Na partida de volta, em Buenos Aires, mesmo jogando melhor, o Cruzeiro acabou sofrendo uma derrota de 2 a 1 graças a arbitragem desastrosa do árbitro uruguaio José Martinez Bazán. Quando a partida seguia empatada em 1 a 1, aos 30 do 2º tempo, o goleiro Raul defendeu chute de JJ Lopez, mas a bola subiu e caiu as suas costas. Vanderlei, Luque e Pedro Gonzáles correram para ela. Luque empurrou Vanderlei que tentava dar uma puxeta e Pedro Gonzáles entrou com bola e tudo para o gol. O árbitro uruguaio validou o gol mesmo com a irregularidade no lance e ainda inventou uma expulsão do atacante Jairzinho. O resultado provocou um empate na decisão e as equipes tiveram que decidir o título numa 3ª partida em campo neutro.

A terceira partida foi disputada em Santiago, no Chile, e Cruzeiro e River fizeram uma das maiores finais da história da Libertadores. Chances de gol surgiram de ambos os lados durante a partida. O Cruzeiro saiu na frente com um gol de pênalti marcado por Nelinho e abriu vantagem de 2 a 0, num golaço de Eduardo, aos 10 do 2º, após grande jogada de Ronaldo. O River diminuiu três minutos depois, numa cobrança de pênalti e aos 17 os argentinos, mais uma vez, ludibriaram a arbitragem. Numa falta, próximo a área do Cruzeiro, os jogadores de ambos os times discutiam a formação da barreira, quando Sabella cobrou rápido para Crespo que, livre na área, recebeu e marcou o gol de empate. Os jogadores do Cruzeiro cercaram o árbitro, que validou o lance cobrado sem a sua autorização. Aos 43 do 2º, o Cruzeiro deu o troco. Palhinha sofreu falta, próximo à área, e quando todos aguardavam a cobrança de Nelinho, o ponta Joãozinho, na malandragem, não esperou a autorização do árbitro, e colocou de curva, no ângulo. Foi o gol do título. Na comemoração, o preparador físico Lacerda chutou a bola pra cima, e levou um soco de Lonardi. O massagista Guido partiu pra cima e revidou. Alonso veio atrás e ambos trocaram socos. Enquanto a polícia separava a briga, a torcida chilena em maioria no estádio e que apoiava o Cruzeiro gritava “Brasil! Brasil! Brasil! Na seqüência o árbitro expulsou Alonso, do River e Ronaldo, do Cruzeiro. O árbitro deu 9 minutos de descontos e o Cruzeiro segurou o resultado tocando a bola. Foi o primeiro título internacional da história do Cruzeiro e que rompeu um tabu de 13 anos que incomodava os clubes brasileiros na Copa Libertadores.

No final da partida os jogadores cruzeirenses se ajoelharam no centro do gramado e rezaram em memória do companheiro Roberto Batata. Nos vestiários, mesmo com o título garantido, o exigente Zezé Moreira não perdeu a oportunidade de demonstrar a sua autoridade e bronqueou com Joãozinho o chamando de moleque e irresponsável. É que o cobrador de faltas do time era Nelinho que, naquele ano, havia se tornado o maior especialista ao superar a marca de 22 gols marcados pelo ídolo Tostão. Em Minas Gerais, a torcida cruzeirense fez um dos maiores carnavais fora de época da história.

A CAMPANHA

1ª fase (Grupo 3)
07/03 - Cruzeiro 5 x 4 Internacional (Mineirão - Belo Horizonte/MG)
Gols: Palhinha (2), Joãozinho (2), Nelinho

14/03 - Deportivo Luqueño 1 x 3 Cruzeiro (Defensores del Chaco - Assunção/Paraguai)
Gols: Roberto Batata, Nelinho, Jairzinho

18/03 - Olimpia 2 x 2 Cruzeiro (Defensores del Chaco - Assunção/Paraguai)
Gols: Jairzinho, Darci

24/03- Cruzeiro 4 x 1 Deportivo Luqueño (Mineirão - Belo Horizonte/MG)
Gols: Palhinha (2), Eduardo, Jairzinho

28/03 - Internacional 0 x 2 Cruzeiro (Beira Rio - Porto Alegre/RS)
Gols: Jairzinho, Joãozinho

04/04 - Cruzeiro 4 x 1 Olimpia (Mineirão - Belo Horizonte/MG)
Gols: Jairzinho (2), Nelinho, Eduardo

2ª fase (Semifinal)
09/05 - LDU 1 x 3 Cruzeiro (Atahualpa - Quito/Equador)
Gols: Palhinha (2), Joãozinho

12/05 - Alianza 0 x 4 Cruzeiro (El Matute - Lima/Peru)
Gols: Joãozinho (2), Roberto Batata, Jairzinho

20/05 - Cruzeiro 7 x 1 Alianza (Mineirão - Belo Horizonte/MG)
Gols: Jairzinho (4), Palhinha (3)

30/05 - Cruzeiro 4 x 1 LDU (Mineirão - Belo Horizonte/MG)
Gols: Nelinho, Jairzinho, Palhinha, Ronaldo

Final
21/07 - Cruzeiro 4 x 1 River Plate (Mineirão - Belo Horizonte/MG)
Gols: Palhinha (2), Nelinho, Valdo

28/07 - River Plate 2 x 1 Cruzeiro (Monumental de Nuñes - Buenos Aires/Argentina)
Gols: Palhinha


CRUZEIRO 3 x 2 RIVER PLATE (ARG)

Motivo: 3a partida da Final da Taça Libertadores
Data: 30/07/1976
Estádio: Nacional
Cidade: Santiago (CHILE)
Público: 35.182
Renda: Cr$ 653.331,
Árbitro: Alberto Martínez (CHI)
Auxiliares: José Martínez Bazán (URU) e César Orozco (PER)
CV: Ronaldo (Cru); Alonso (Riv)

Gols: Nelinho (P) 24; Eduardo 10 do 2º; Oscar Mas (P) 13; Urquisa 17; Joãozinho (F) 43

Cruzeiro: Raul, Nelinho, Moraes, Darci, Vanderley, Piazza (Valdo), Eduardo, Zé Carlos, Ronaldo, Palhinha, Joãozinho.
Técnico: Zezé Moreira.

River: Landaburu, Comelles, Lonardi, Artico, Urquisa, Sabela, Merlo, Alonso, Pedro González, Luque, Oscar Más (Crespo).
Técnico: Angel Labruna.


O TIME TITULAR: Raul, Nelinho, Morais, Darci, Vanderley, Piazza, Zé Carlos, Eduardo, Jairzinho, Palhinha, Joãozinho.*Roberto Batata também pode ser considerado um titular da equipe. Ele atuou em 6 das 8 partidas que ocorreram antes da sua morte. O craque funcionava como um coringa e atuou no meio campo e na ponta direita.

Os reservas utilizados foram: Ozires, Mariano, Isidoro, Ronaldo, Silva, Valdo.

Outros reservas: Hélio, Vítor, Geraldão, Souza, Eli Mendes, Roberto César, Baiano e Kleber.

Técnico: Zezé Moreira

Relação dos 25 inscritos e os que jogaram
Jogador Posição Jogos Gols
Raul Goleiro 13 -17
Hélio Goleiro -- --
Vítor Goleiro -- --
Geraldão Goleiro -- --
Nelinho Lateral Dir 13 06
Moraes Zagueiro 13 --
Darci Zagueiro 11 01
Ozires Zagueiro 05 --
Souza * Zagueiro -- --
Vanderlei Lateral Esq 12 --
Mariano Lateral Esq 01 --
Piazza Meio-campo 11 --
Zé Carlos Meio-campo 11 --
Eduardo Meio-campo 13 03
Isidoro Meio-campo 07 --
Eli Mendes Meio-campo 01 --
Valdo Atacante 03 01
Jairzinho Atacante 12 12
Palhinha Atacante 11 13
Joãozinho Atacante 12 07
Ronaldo Atacante 06 01
Roberto
Batata Atacante 06 02
Silva Atacante 02 --
Kleber Atacante -- --
Baiano * Atacante -- --
Roberto
César Atacante -- --

* Com a venda do passe de Baiano para o Bahia, o zagueiro Souza foi inscrito para a 2ª fase da Libertadores.

Diretoria e Comissão técnica:
Felício Brandi (Presidente)
Carmine Furletti (Vice-presidente)
Elias Barburi (Diretor de Futebol)
Ari da Frota Cruz (Diretor de Futebol)
Geraldo Moreira (tesoureiro)
Mario Tornelli (supervisor)
Zezé Moreira (Técnico)
Benecy Queiroz (auxiliar técnico e preparador físico)
Antônio Lacerda (preparador físico)
Ronaldo Nazaré (médico)
José Vicente (médico)
Carlos Piñon (médico)
Escócio (Massagista)
Guido (Massagista)
Léo (enfermeiro)
José Pascoácio (roupeiro)
Coquinho (cozinheiro)

CURIOSIDADES

* Com 46 gols marcados em 13 partidas, o Cruzeiro atingiu uma média de 3,5 gols por jogo. A maior da história de um clube campeão da Copa Libertadores.

* O atacante Palhinha marcou 13 gols em 11 partidas que disputou e se consagrou o maior artilheiro de um clube brasileiro na Libertadores. Sua marca só foi quebrada pelo atacante Luisão, do Corinthians, 24 anos depois, em 2000. Palhinha também foi o único cruzeirense artilheiro máximo do campeonato sulamericano.

* Dos 6 gols marcados pelo lateral-direito Nelinho 4 foram de pênalti e 2 de falta.

* Raul, Nelinho, Moraes e Eduardo foram os únicos jogadores do plantel que atuaram em todas as partidas da campanha do título de 1976.

* Felício Brandi surpreendeu toda a imprensa com a contratação de Jairzinho, que ninguém esperava. Quando Zezé Moreira pediu um zagueiro, a diretoria cogitou vários nomes como Beliato, Amaral, Oscar, Daniel Killer (do Rosário Central) e Marinho Perez, mas acabou trazendo o desconhecido Ozires. Quando Zezé Moreira solicitou outro atacante, a diretoria cogitou o nome de Vaguinho, mas acabou trazendo Ronaldo, que estava sem clube.

* O atacante Ronaldo e o zagueiro Moraes surgiram nas categorias de base do Cruzeiro antes de se transferirem para outros clubes. Ronaldo começou no júnior do Cruzeiro em 1962, de onde saiu para o júnior do Atlético em 1964. O zagueiro Morais começou no júnior do Cruzeiro em 1966 antes de se transferir para o júnior do Atlético em1967.

* Cinco titulares (Moraes, Eduardo, Roberto Batata, Palhinha e Joãozinho) e 3 reservas (Ronaldo, Roberto César e Kleber) começaram nas categorias de base do clube.

* No elenco cruzeirense havia 17 jogadores mineiros (Eduardo, Eli Mendes, Joãozinho, Kleber, Moraes, Palhinha, Piazza, Roberto Batata, Ronaldo, Souza, Vanderley, Zé Carlos, Vítor, Geraldão, Isidoro, Baiano, Silva), três gaúchos (Darci, Mariano e Valdo), quatro cariocas (Hélio, Ozires, Jairzinho e Nelinho), um paranaense (Raul) e um goiano (Roberto César).

* O capitão Piazza que ergueu a Copa Libertadores, após a vitória por 3 a 2 sobre o River Plate, em Santiago do Chile, era o jogador mais velho da equipe com 33 anos de idade.

* O atacante Joãozinho, que marcou o gol do título numa cobrança de falta, era o mais jovem com 22 anos de idade.

* Somando-se as idades dos jogadores titulares e reservas a média do time era de 26 anos.

* Outro detalhe que chamava a atenção do time de 1976 era o visual “black power” de vários jogadores como Jairzinho, Joãozinho, Eduardo, Eli Mendes e Roberto Batata, além dos cabeludos Mariano, Nelinho, Piazza e Moraes. Por causa do estilo dois jogadores foram acabar parando numa delegacia de polícia, em 02/04/1976. Os atacantes Eli Mendes e Jairzinho voltavam da Toca no Chevette de Eli, na Av. Pedro II, quando um outro Chevette parou ao lado e um dos passageiros gritou: “Vão cortar esse cabelo seus malandros!”. Jairzinho não gostou e revidou ofendendo, quando no instante, um opala da polícia passava ao lado. Pensando que as ofensas eram dirigidas aos policiais, o carro dos jogadores foi parado e os jogadores detidos e liberados mais tarde.

* O público pagante total nas 6 partidas disputadas no Mineirão foi de 253.913 com uma média de 42.318 por jogo.

* O plantel titular do Cruzeiro, à exceção de Jairzinho, estava no clube há mais de três anos.

* Pela conquista do título o Cruzeiro pagou Cr$ 40 mil a cada jogador. Foi o maior prêmio pago por um clube no futebol brasileiro até então.

----------------------------------------------------------------------------


Henrique Ribeiro é jornalista e Historiador, responsável pelas informaçoes e estatisticas do Cruzeiro Esporte Clube.

Leia também as colunas anteriores Especiais - Cruzeiro.Org

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 João Duarte | Vitória | 30-07-06 03h11min
Prezado Carlos Henrique,
Em 1° lugar muito obrigado pelo arquivo sensacional retratando a nossa 1a conquista internacional de grande vulto.
É costume se dizer que título importante não tem preço, esta conquista memorável, é marca que o Cruzeiro tem. Quebramos a castanha, rompemos barreiras, quebramos paradigmas, fizemos um time campeão...E todas as premissas são válidas até hoje.
Pratas da casa somados a experientes jogadores com histórico de conquistas. Administração competente.
 João Duarte | Vitória | 30-07-06 03h12min
Obrigado pelo presente de fim de mês. Cruzeiro, Cruzeiro querido...tão combatido, jamais vencido Um grande abraço - JCDuarte
 pyxis | BHZ | 30-07-06 11h05min
Carlos,
Raramente paro par escrever algo elogioso publicado no Cruzeiro.Org, pois não sou dado a jogar confete nas coisas que fazemos aqui.
Quebrarei esta regra para o seu texto, por um motivo em especial.
Seu texto resgata a importância para o futebol NACIONAL da conquista de 1976.
Importância esta SEMPRE, e desde 1976, ofuscada pela inveja e incompetência de nossos rivais que muito influenciam a mídia rural. continua...
 Isaac | Guarapari | 30-07-06 11h07min
Prova-se que grandes times são feitos com a mescla da BASE com jogadores ESPERIENTES e apostas em outros desconhecidos. Felício e Furletti são inesquecíveis, ZEZÉ MOREIRA junto com Enio Andrade os melhores treinadores que passaram no Cruzeiro, ao contrário do LUXA deixaram um trabalho que frutificou.
 pyxis | BHZ | 30-07-06 11h08min
cont...
Porque os jornalistas da mídia mineira que são declaradamente anti-cruzeiro não publicam NADA sobre esta data?
Porque menosprezaram sempre a conquista e nunca a comparam com a conquista única deles?
Porque a imprensa nacional deu pouco destaque ao fato mesmo sendo a primeira conquista INTERNACIONAL de um time brasileiro depois o Santos de Pelé em 62/63?
Obrigado por nos brindar com este texto claro, objetivo, fiel às dificuldades que passamos.
VALEU!!!!
 Isaac | Guarapari | 30-07-06 12h20min
Henrique Ribeiro, desculpe... a emoção foi tanta que me esqueci de agradecer e parabeniza-lo pela matéria. Muito Obrigado mesmo!
 Rogerio DF | Brasília e Entorno | 30-07-06 20h05min
Caro Henrique Parabéns, linda memória esta página antológica lembrando nossa 1ª conquista, da Copa Libertadores da América! Voltei aos meus 18 anos com minha cabeleira (juba), semelhante às de alguns dos nossos heróis daquela conquista, como nesta foto postada na capa de hoje(Jair, Joãozinho, Batata e outros)em comemoração dos memoráveis 30 anos daquele apogeu, que jamais serão apagados de nossas memórias e de nossas Páginas Heróicas Imortais. ***Saudações Celestes***
 Rogerio DF | Brasília e Entorno | 30-07-06 20h10min
Continuando........Hoje minha cabeleira, assemelha-se à do Grande Neuber Soares. rssrsrsrsrsrs
 Fusil Cruzeirense | Belo Horizonte | 31-07-06 09h39min
Muito me honra em torcer para uma equipe vencedora como a do Cruzeiro Esporte Clube. História marcada para sempre em nossos corações e alma, ainda que teimem em desvalorizá-la, em douradas letras e passagens. Tempo em que o amor à camisa e ao clube falavam mais alto do que o desejo de jogar em outro lugar. Dourada conquista de guerreiros imortais que davam o sangue em busca da prevalecência sobre outrem, com garra, superação, técnica, muita técnica e também na raça. A mim pouco importa se...
 Fusil Cruzeirense | Belo Horizonte | 31-07-06 09h42min
os "marrons" desdenham-na, pois o que vale mesmo é que "a taça é nossa" e é seleto o rol de conquistadores. Quero mesmo é dizer aos quatro cantos do universo:
O CRUZEIRO ESPORTE CLUBE É O DETENTOR DO TÍTULO DE CAMPEÃO DA COPA LIBERTADORES DA AMÉRICA DO ANO DE 1976.
Saudações celestes apaixonado pelo Azul e Branco.
Fernando.
 Fusil Cruzeirense | Belo Horizonte | 31-07-06 09h44min
Obrigado Henrique pela riquíssima matéria, enriquecedora e objetiva para todos. Obrigado também pela dedicação às nossa cores.
Abraço fraternal.
Fernando.
 rapozaco | Belo Horizonte | 31-07-06 11h43min
Dizer o que: SENSACIONAL!!A Velha Guarda penhoradamente agradeçe!Assisti semana passada uma entrevista do Nelinho na TV e ele colocou que existe uma idéia que no jogo do Alianza os jogadores combinaram que ao fazer o sétimo gol a fatura estaria liquidada e que inclusive o Nelinho prdeu um gol propositalmente, para fechar a conta e homenager o Batata.Segundo ele Nelinho isso é folclore pois ele perdeu o gol por não ter conseguido fazê-lo pois queriam marcar o máximo possível.Fica ai o registro.
 rapozaco | Belo Horizonte | 31-07-06 11h47min
Estava presente no Mineirão no 5 x 4 conra o Inter.Realmente uma partida única, histórica, de tirar o fôlego.Eu nunca vi um jogador detonar literalmente um adversário como o bailarino João Travolta fêz com a defesa do Inter. Os jogos subsequentes ouviamos no rádio, numa transmissão ruim de lascar.O sinal das Ondas Curtas ia e voltava e ficávamos conjecturando o que estava ocorrendo até a explosão final. Bons tempos...
 zeze | Belo Horizonte | 31-07-06 21h43min
Salve,salve,salve o Cruzeiro campeão da America do Sul.Clube mais querido do Brasil, azul celeste, azul anil. Soube conquistar muitas vitorias com amor. Soube manter a tradição, de um grande clube campeão. No toque de bola Cruzeiro é genial gloria do esporte mundial. Parabéns pela grata coluna.
 Carlos Campos | Resende | 31-07-06 22h20min
Página heróica imortal...emocionante! simbologia de uma era! TÍTULO DIVISOR DE ÁGUAS...GLÓRIA ETERNA!!!!!!!!!Um simples parabéns será q terá a capacidade de simplificar o real sentimento pelo resgate de nossa glória? Acho q parabéns não...FICA O MEU MUITO OBRIGADO!
 mfox | Chicago | 31-07-06 22h30min
Henrique, belíssima coluna, parabéns! Nasci em 1976, e já nasci campeã da Libertadores! Em 97 eu estava lá no Mineirão, então nasci e vi meu time ser campeão das Américas! Mas me tire uma dúvida: por que a 5a. estrela do Cruzeiro do Sul ficava do lado esquerdo? Quando mudou? Por que? Eu nunca tinha reparado nisso!
 wilsonflavio | China Azul | 01-08-06 09h31min
A leitura, mais que agradável, emociona. Vou ficar sem ler mais nada pelo menos pelas próximas 24h. Pra ficar degustando...
 Lista/Chat Cruzeiro 

Assinar Lista-Cruzeiro

 Publicidade 

 Notícias   
23/03 - 19h28 [1 coment.]
Ingressos para jogo Uberlândia x Cruzeiro, pelo Mineiro à venda 

23/03 - 17h21 [1 coment.]
Sada Cruzeiro vira sobre o Canoas e fica perto da classificação 

23/03 - 13h14 [3 coment.]
Cruzeiro libera Edimar para o São Paulo onde terá mais oportunidades 

22/03 - 23h11 [1 coment.]
Jogos contra SPFC, pela CopaBr, serão nos dias 13 e 19 de abril 

22/03 - 21h14 [2 coment.]
Nova camisa, inspirada no título de 97, será lançada no Brasileiro 

22/03 - 18h04 [1 coment.]
Sérgio Rodrigues deixa a superintendência de futebol do Cruzeiro 

22/03 - 16h57 [1 coment.]
Da Arquibancada - Por Henrique Portugal 

22/03 - 14h25 [8 coment.]
Cruzeiro domina adversário, perde gols incríveis e empata sem gols 

>> Mais noticias

Cruzeiro.Org© 1999-2017 - Site Oficial da Torcida - Contatos para Webmaster