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João Duarte, uma Voz da Velha Guarda Azul
João Duarte escreve às sextas-feiras

10/08/2007 | João Duarte
A Mudança no Mundo do Futebol

A partir do "Caso Bosman" e da Lei Pelé, as relações clube-jogador mudaram muito no mundo todo

Mundo Azul,

A partir do caso BOSMAN e da Lei Pelé, as relações clube-jogador mudaram muito no mundo todo... Mas, alguns torcedores não entenderam isto...”

Você sabe quem foi Jean-Marc Bosman ?- Futebolisticamente falando foi um jogador medíocre do RFC Liège da primeira divisão belga, mas, ao ter a sua transferência barrada, protocolou o caso na corte da União Européia e teve veredito favorável. Criou então a jurisprudência e a partir dali, o seu julgamento mudou completamente a história do futebol na Europa, mudando as relações trabalhistas dos jogadores de futebol. A partir do “caso BOSMAN”, eles passaram a ter o direito de se mudarem de clube livremente ao final dos seus contratos. E Bosman ficou conhecido no mundo do futebol pelo caso, muito mais do que por sua performance no campo de jogo...

A tal famigerada Lei Pelé - No Brasil, o advento da Lei Pelé significou o advento do fim do passe para os jogadores de futebol. A partir de certo momento da história, por volta de 1999/2000, ao final dos contratos os jogadores brasileiros à semelhança do caso BOSMAN para a Europa, poderiam se mudar livremente de clube, ao final do contrato. Muitos dirigentes apostaram na zebra, previram que a lei não iria pegar no país do Futebol, e se deram muito mal. O time das cocotas se endividou comprando o passe de jogadores, e nunca mais recuperou o dinheiro investido. Outros dirigentes, como os irmãos Perrela e a cúpula diretiva do Cruzeiro, souberam conviver melhor com o processo e mudaram a forma de contratar os jogadores...

Mas, não foi só isto. Os jogadores de futebol brasileiro, classe desunida e despreparada, saíram das mãos dos clubes e passaram para as mãos de empresários. Os mais preparados entre eles se deram muito bem no processo. Cito por exemplo os casos de Gilmar Rinaldi, que de um goleiro mediano no Inter passou a ser um dos mais respeitados empresários de futebol e também do lateral Cláudio Guadagno que passou por grandes clubes, firmou fortes relações com os maiores craques da época e passou a representá-los. O empresário Juan Figger que era famoso por arranjar as excursões dos times mais famosos do Brasil à Europa, no verão europeu, cresceu o seu império, agora multiplicado por mil... Comprava jogadores no Brasil, os ligava a um clube uruguaio (Central Español) e fazia a ponte para a Europa. Ficou ainda mais poderoso e rico. A figura do empresário passou a ser um tormento para os dirigentes de clube.

Romper contrato de jogadores, pagando as multas contratuais nas federações, passou a ser não mais falta de ética, e sim uma coisa até certo ponto normal no futebol. E junto com os bons empresários, surgiram também os abutres, os maus orientadores. E os jogadores passaram muitas vezes a serem meros “joguetes” nas mãos dos empresários. Mudava então o lado forte na cadeia do futebol. Agora, a força maior estava nos jogadores, só que estes, acabaram por transferir a mesma aos seus procuradores, representantes ou seja, aos novos empresários do futebol. Meninos de 14 anos, já tem gente cuidando dos interesses e a partir desta nova ótica, a administração do clube de futebol teve que ser totalmente revista. Os dirigentes que não se adequaram e adaptaram aos novos tempos, endividaram os seus clubes. Um dos exemplos que a gente pode citar é o caso do Flamengo, que mesmo sendo detentor da maior torcida entre todos os times do Brasil, mesmo tendo bons contratos de publicidade, mesmo revelando ano após ano bons jogadores, tem sido vítima de consecutivas más administrações no futebol e paga caro pela irresponsabilidade. Levantamento recente mostra que o Flamengo pagava simultâneamente a 8 técnicos de futebol, cujos contratos foram unilateralmente rompidos...

Então, que graças sejam rendidas ao comando cruzeirense nas figuras dos irmãos Zezé & Alvimar Perrela, do Dr. José Francisco Lemos Filho, Dr. José Ramos de Araújo, Dr. Djalma José Fernandes, do grande José Cesário Almada, dos irmãos Peluso, entre tantos outros vem conduzindo bem o clube, de forma responsável. Interpretando com seriedade as leis que regem o futebol (que mudaram sobremaneira nestes últimos tempos), sem expor o nosso Cruzeiro e mais do que isto, representando da melhor forma os associados do clube, fazendo o clube crescer em patrimônio e mais do que isto, consolidando a dianteira no número de torcedores (o Cruzeiro hoje já é maioria até na Região Metropolitana de Belo Horizonte, sendo maioria esmagadora no interior do estado de Minas Gerais), muito em conseqüência dos 15 anos consecutivos ganhando pelo menos um título por ano...

O Cruzeiro tem sido o clube que melhor vendeu os seus jogadores, soube valorizar este importante ativo, que contribuiu positivamente para que o clube pudesse ter crescido. E ganhou respeito dos parceiros internacionais por vender não só bons atletas, mas, profissionais exemplares, que reforçaram ainda mais o valor da nossa marca : CRUZEIRO.

Hoje, somos mundialmente conhecidos e as 5 estrelas, soltas na camisa ou aprisionadas no escudo fazem sucesso onde quer que passe alguém orgulhosamente vestindo as nossas cores.

A Página Heróica Imortal da Semana

Aquele foi um jogo decisivo, uma partida cheia de alternativas, que iria determinar um dos Semi-Finalistas da Copa João Havelange em 2000. E um clássico marcante dos anos 70 teria lugar no Mineirão. Um empate de 1 x 1 no jogo de ida, dava ao Cruzeiro a vantagem de jogar por um empate de 0 x 0.

O Inter usando o futebol aplicado característico das equipes do sul do país, o chamado futebol-força e sabendo tirar proveito do fator emocional que agia sobre os jogadores do Cruzeiro (Elivélton antes do jogo, por experiência própria falava que o Inter teria que segurar o jogo nos primeiros 20’ de cada tempo, porque o nervosismo da torcida do Cruzeiro ia fazer o resto do trabalho), tocando a bola com qualidade e inteligência, gastando o tempo, enervando o time do Cruzeiro, quando tivesse alguma vantagem de placar.

E mal começara a partida e já acontecia uma mudança no placar. Elivélton foi ao fundo e centrou a bola, com muito efeito. Jefferson, o goleiro cruzeirense de apenas 17 anos, se confundiu com o zagueiro Cléber que acabou por testar contra a sua meta, estabelecendo a vantagem do Inter e não tínhamos vencido o 1* minuto de jogo.

O Cruzeiro acusou o golpe, já que agora perdera a vantagem do empate que mudara de lado. Felipão se desesperava na lateral do campo, gritando para ver se re-equilibrava os nervos do time celeste.

Aos 7’ o talento de Geovanni começava a dar o ar de sua graça. Ele, após receber de Sérgio Manoel, avançou deixando Denílson e Leandro Guerreiro para trás e soltou a bomba, mas, a bola saiu raspando o poste direito de Hiram.

Aos 15’o beque Lúcio dá uma de suas arrancadas pelo meio e depois de passar por Donizete Oliveira e Cléber, lança a Diogo Rincón que recebe impedido nas costas de Cris. Ele entra sozinho na área, dribla a Jefferson que saiu bem do gol e perde o ângulo chutando para fora.

E o time do Cruzeiro não conseguia criar nada. Ricardinho e Jackson no meio eram figuras meramente decorativas. Ricardinho na tentativa de decidir abandonava frequentemente a sua função de proteção e se mandava para o ataque. Com isto, Donizete ficava com área enorme a cobrir e tinha que parar os lances de perigo com falta. Numa delas, aos 27’, Elivélton pegou muito bem na bola que tinha a direção do ângulo de Jefferson, mas, este com sensacional elasticidade impediu o 2° gol do Inter.

Uma grande arrancada de Ricardinho aos 29’, quase resultou no gol de empate do Cruzeiro, mas, o goleirão Hiram se esticou todo e fez a defesa. Na seqüência Oséias sentiu a contusão e teve que sair sendo substituído por Fábio Jr...

O time perdia a referência na área, tão ao gosto do Felipão, embora Oséias bem marcado por Lúcio não estivesse conseguindo nada de proveitoso.

Aos 33’ Jackson consegue recuperar o rebote na rebatida de Hiram (chute do Sérgio Manoel), mas, chutou por cima.
O Cruzeiro começou a recuperar os nervos, a torcida sentiu que o time já conseguia concatenar as jogadas e ao contrário do zum-zum-zum nervoso passou a apoiar.

E o gol de empate aconteceu aos 39’ após uma grande jogada de Sérgio Manoel que atá ali era o mais lúcido do meio-campo. Ele arrancou como um ponteiro esquerdo às antigas e cruzou para a área, a defesa do Inter preocupou-se com Geovanni e Fábio Jr., mas, quem apareceu como um autêntico ponta-de-lança foi Sorin, que emendou de primeira e venceu Hiram, levantando a torcida de vez. E o regente da orquestra era o próprio Felipão.

A rusga cavada pela imprensa que colocou a torcida do Cruzeiro contra Felipão e até foi uma das causas de tão pequeno público para jogo daquela envergadura, começara a ruir. A torcida começara a cantar o hino e a apoiar o time.

E foi na esteira deste apoio que a torcida foi recompensada com o gol da virada no placar. Eram 43’ da etapa inicial quando a estrela do garoto Geovanni resolveu brilhar com mais força. Após sensacional arrancada, ele foi barrado com falta de Leandro Guerreiro (este mesmo que faz sucesso hoje no Botafogo) na entrada da área. Ele tomou uns 5 passos de distância, correu e colocou com precisão em curva sobre o 3* homem da barreira. A bola descaiu e entrou sorrateira no canto direito de Hiram, que se esticou todo, mas, nada pôde fazer. E saiu para a torcida numa alegria incontida... para a alegria da torcida cruzeirense..

O time descia para os vestiários com um resultado que lhe dava a classificação, mas, com os nervos ainda em frangalhos. E a instabilidade do time, deixava a torcida do Cruzeiro ainda mais nervosa.
E como para o Cruzeiro nada nunca é fácil demais, aos 2’ do 2* tempo Elivélton faz jogada com Diogo Rincón caindo pela direita e de lá cruza fechado. Rodrigão ganha de Cris e Clebão na cabeça, ajeitando a bola para Fábio Rochenback, que aparece livre na cara de Jefferson. Quando ele dá 3 passos a frente para fechar o ângulo, o jogador do Inter, chuta forte e empata o jogo. Agora com 2 x 2 a classificação mudava de mãos. Agora, só a vitória deixaria o Cruzeiro vivo na competição. Eu, que saíra de Vitória para ver o jogo, fui arremetido a 1979, quando também perdemos a passagem para as semi-finais para o Inter em casa... Tive pesadelos ao me lembrar de Amarildo e Ênio Andrade em 1987... será que de novo o Inter nos frustraria o sonho de sermos campeões brasileiros de novo ?

O time sentiu o baque, a torcida acusou o golpe e passou a reclamar de cada lance errado, mas, Felipão não. O treinador sentia que o time precisava ser chacoalhado e falava assim : “agora é a hora de cada um dar um pouco mais de si... quero 110% de cada um...”.

O Inter tocava a bola com inteligência como a situação requeria. Elivélton já tinha falado de como a torcida do Cruzeiro se comportaria, pois, estivera do nosso lado até pouco tempo atrás, .. Só que o Cruzeiro tinha líderes em campo nas figuras de Cris, Cléber, Sorin e Sérgio Manoel. Felipão tirou Rodrigo que atuava muito mal e entrou com Viveros, mudando o encaixe de marcação, povoando mais o meio-campo... E o time começou a dar sinais de reação em campo.

E além de líderes, o Cruzeiro contava naquele dia com uma jornada excepcional de Geovanni.E os gritos de Felipão na margem de campo, o levaram a correr atrás de uma bola perdida. Leandro Guerreiro vacilou e Geovanni roubou limpamente a bola e lançou Fábio Jr. Que era figura meramente decorativa até ali. O carequinha dominou a bola, driblou ao zagueiro Lúcio, passou por Hiram, pôs lá dentro do filó e chamou a torcida que ensaiava vaias para ele para comemorar. Eram 28’ do 2* tempo e a torcida viveria ainda grandes emoções até o apito final


Geovanni correu tanto que se cansou... Felipão resolveu fechar o time e colocou Cléber Monteiro. E do outro lado o Inter ia colocando mais atacantes em campo. E aos 36’ do tempo final, Leonardo Manzi conseguiu fazer boa jogada e deixou Marcelo Silva em condições, mas, felizmente o chute saiu torto...fora.

UFA !!!

Aos 43’ Ricardinho que também não jogava bem quase faz gol de placa, pois, percebendo o goleiro Hiram fora do gol, chuta de muito longe, de antes do meio-campo e a bola passa raspando a trave. E o mais engraçado foi ver o cara do meu lado nas cativas, que malhava o Fábio Jr. O tempo inteiro, gritar a plenos pulmões : ‘ ah ! ‘Fábio Jr.”...

E a torcida deixou a mágoa para trás e fez as pazes com Felipão. O time se fechou e segurou a bola até o apito final do juiz, passando um último susto numa cabeçada de Lúcio para fora, na última volta do ponteiro.

Dados do Jogo : Cruzeiro 3 x 2 Internacional
Motivo : Quartas-de-Finais da Copa João Havelange
Estádio : Mineirão
Data : 03/12/2000


Cruzeiro : Jefferson, Rodrigo (Viveros), Cris, Cléber e Sorin; Donizete Oliveira, Ricardinho, Jackson e Sérgio Manoel; Geovanni (Cléber Monteiro) e Oséias (Fábio Jr.). Técnico : Luiz Felipe Scolari


Internacional : Hiram, Denílson, Lúcio, Ronaldo e Dênis; Leandro Guerreiro, Fábio Rochenback, Marcelo Silva e Elivélton (Leonardo Manzi); Fabiano (Diogo Rincón e depois Gil Baiano) e Rodrigão. Técnico : Zé Mário (Pinóquio).

Arbitragem : Oscar Roberto de Godoy
Cartão Vermelho : Rodrigão (Inter) Renda : R$ 270.701,00
Público Pagante : 28.468 (efeito direto da briga das organizadas com o Felipão antes do jogo).
Gols : Elivelton a 1’, Sorin a 39’, Geovanni a 43’, Fábio Rochenback a 47’ e Fábio Jr. a 73’


Homenagens da Semana : Ao mano Silvercan, JRGalvão, Rita de Cássia Pereira (Cruzeiro), Patrícia Gonçalves (CruzeiroMania), Eliezer de Souza Mattos e ao grande Otacilinho (que anda vibrando como nunca com a boa fase do Alecsandro), Arthur ("ô meu pai, eu sou Cruzeiro meu pai..."), LUIZ ANTONIO, Ivan Crazy Blue (que anda sumido demais...alguém tem notícia dele ?), Léo o Exilado, Geniba e Charles (comentaristas usuais do blog do Jorge Santana), Daniel Reiner (que para a nossa felicidade tem errado seus prognósticos), para o grande Franklin Bronzo, ao grande Orlando Augusto Guerra (que em breve vai colocar no ar mais um site voltado ao torcedor cruzeirense – Jogada de Classe), ao Haroldo (irmão do nosso Rapozaço) e ao Maury (meus grandes amigos cruzeirenses da SAMARCO).

E especialmente à Velha Guarda do Espaço capitaneada pelo Evandro Oliveira, Rapoza Matreira ou Lombardi (não poderia ficar de fora não é mesmo ?), Carlos H. C. Campos, Sir Olecram, Rapozaço, Isaac, Hermes, Marcinho GV, Olavo, ao Ricardão (nobre professor que também ta sumido do pedaço) e ao Jorge Schulmann.

Cruzeiro, Cruzeiro Querido ... tão combatido, jamais vencido...”



João Duarte
joaochiabi@globo.com

Leia também as colunas anteriores João Duarte, uma Voz da Velha Guarda Azul

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 juneira | Vila Velha | 11-08-07 10h26min
Mais uma vez parabens João pela fantastica coluna desta semana, nossa nos deu uma aula de conhecimento de como anda o futebol por traz das curtinas...show. E sem falar que me fez voltar no tempo e lembrar do FELIPÃO com uniforme do CRUZEIRO, sem falar da lembrança do tempo que Giovanne, Fabio Jr e Ricardinho jogavam de verdade. Foi muito bom. Um forte abraço. Juneira.
 André São João | Lagoa Santa | 11-08-07 10h44min
JOÃO DUARTE, você sempre escreve com muita perspicácia e inteligência, trazendo assuntos que saem das páginas deste sítio e vão povoar as mesas dos butecos daqui à pouco. A gente discute tudo isso, diverge, briga, faz as pazes e depois volta à discutir de novo. O importante é movimentar o mundo azul! Ah, quanto às páginas históricas imortais, eu não fui neste jogo, por causa do Felipão! CRUZEIRO, PRÁ NÓS VENCER NÃO É APENAS UM IDEAL, E SIM UMA REALIDADE!
 Daniel Reiner | BELO HORIZONTE | 11-08-07 12h19min
Vale sempre lembrar que a “Lei Pelé” foi aprovado pelo poder Legislativo justamente quando a “bancada da bola” era grande pelas bandas de Brasília.Entre eles Eurico Miranda e Zezé Perrela. Quando foi aprovado pegou todos “de calças na mão”.Nenhum cartola conhecia as novas “regras do jogo”. Pelas bandas de Brasília a Lei “passou” sem o menor questionamento dos representantes do futebol brasileiro. Resmungaram muito do que foi aprovado.Mas sem credibilidae pra isso...
 Daniel Reiner | BELO HORIZONTE | 11-08-07 12h20min
a saída foi contratar ótimos juristas e se tornarem “craques” no novo jogo. (Aqui pra nós,hein!!!Se deixaram passar desapercebido um tema que só interessava a eles o que será que os “políticos da bola” fazem nas Câmaras por aí,hein??? Defendem o interesse de quem???Do futebol brasileiro???Do Cruzeiro??? Me engana que eu gosto.)
 Daniel Reiner | BELO HORIZONTE | 11-08-07 12h20min
Muitos,hoje,querem imputar aos empresários a “falência” dos clubes. Empresário é uma figura que só faz bem no meio do futebol. Senão,vejamos:Com a figura do empresário,os cartolas teem melhores condições de garantir o caixa 2.Negociam o contrato oficial do jogador e o “por fora”. Tenham certeza que cartola só reclama de empresários pra tentarem justificar suas mazelas.Mas quem conhece os bastidores,sabe que cartolas e empresários morrem de amor um pelo outro. O clube,sim,é penalizado
 Daniel Reiner | BELO HORIZONTE | 11-08-07 12h20min
com essa relação.Mas o clube...bem...o clube...ninguem responde judicialmente pelo que se faz com ele,não é?
 Daniel Reiner | BELO HORIZONTE | 11-08-07 12h21min
Pr’o jogador de futebol também foi ótimo. O jogador nas mãos de um empresário não fica sem clube.Pode ser ruim o quanto for que o seu empresário sempre arruma um lugarzinho pra ele.Um bom exemplo é o Fernando Diniz que mesmo sendo um jogador limitadíssimo foi colocado em clubes como Flamengo,Fluminesse,Santos,Palmeiras,Corinthians,Santos e Cruzeiro. Que currículo invejável,não? Ganha o empresário,ganha o jogador e ganha o cartola. Se alguém perde é só o clube com essas ótimas ligações entre
 Daniel Reiner | BELO HORIZONTE | 11-08-07 12h21min
entre cartolas e empresários. Mas é claro que os irmãos Perrela e demais colaboradores merecem elogios.Nenhuma multinacional do mundo consegue valorizar tanto seus produtos como conseguem os dirigentes cruzeirenses. Com bons relacionamentos e inteligência são os melhores administradores de clubes de futebol do Brasil.
 Daniel Reiner | BELO HORIZONTE | 11-08-07 12h22min
Quanto às minhas previsões... Não é verdade o que disse o João. Pra quem não participa do PHD,digo que esse ano acreditava na conquista da “Quadrupla Coroa”(Mineiro,Copa do Brasil,Brasileiro e Copa São Paulo de Juniores). Mas dizia que esse feito poderia ser comprometida com as presenças do “filosofo” e dos maus zagueiros do Cruzeiro,entre eles o “PÉSSIMO DOS PÉSSIMOS”. O João tentou defender o “Filosofo” e o “PÉSSIMO DOS PÉSSIMOS”...Lutou enquanto pode.
 Daniel Reiner | BELO HORIZONTE | 11-08-07 12h22min
Mas eu estava certo.Com a saída dos dois as coisas passarm a dar certo. Ele não aceita isso de jeito nenhum.Mas pra felicidade dele também,eu estava certo. Um pouquinho de humildade e na próxima coluna a dedicatória dele será mais justa.
 Daniel Reiner | BELO HORIZONTE | 11-08-07 12h25min
Mas gostou de ver o Geniba e o Charles pegarem no meu pé porque eu sempre chamei o Wagner de Tucho II. No ano passado,quando as coisas não iam bem,ninguém se importava com esse singelo apelido que dei ao Wagner. Esse ano depois que as coisas começaram a funcionar e o Tucho II a arrebentar com a bola,alguns resolveram me provocar. E o João como perdeu pra mim no bom e saudável jogo de opiniões em relação ao Paulo Autuori e ao Gladstone,gosta de ver o Geniba e o Charles pegando no meu pé.
 Daniel Reiner | BELO HORIZONTE | 11-08-07 12h25min
Ah...vale lembrar que eu disse antes do jogo contra o Inter que o Wagner(Tucho II) seria o melhor jogador em campo.E foi. E mais uma vez pra felicidade também do João,eu estava certo.
 ceu | Sorocaba-Itajubá | 11-08-07 12h40min
João, mais uma coluna bastante esclarecedora. Mais um belo jogo foi relembrado. Gostaria que um dia você falasse do jogo CruzeiroXColo Colo, no Chile, semifinal da libertadores de 97. Falando do time atual, acho que o Cruzeiro tem que se preparar para a marcação em cima do Wagner.
 Olecram | Poços de Caldas | 11-08-07 14h01min
João Duarte soberba a sua análise! A Lei Pelé q sucedeu a Lei Zico, passou desapercebida por toda a bancada futebolística e acarretou uma reviravolta na relação atleta/clube. A quase totalidade do clubes não se preparou para suas inovações e se deu mal, perdendo investimentos feito em jogadores. Essa lei, para o bem e para o mal, revolucionou o futebol brasileiro ao dar aos atletas uma liberdade para a qual não se prepararam, facilitando as transferências, mas fazendo-os cair nas mãos de 3os.
 Olecram | Poços de Caldas | 11-08-07 14h12min
Ou seja, os jogadores se libertaram da prisão q os clubes mantinham através do passe, mas caíram nas garras dos "procuradores", dos intermediários e dos investidores! E não por acaso a partir da Lei Pelé veio a decadência das antes poderosas e temidas AGAPs, hoje sequer lembradas! Mas o problema maior dessa Lei no meu entender foi ter acabado com aquela relação de amor/ódio que havia entre atletas e clube. Acabou a identificação do jogador com o clube, hj mero trampolim para outros saltos.
 Olecram | Poços de Caldas | 11-08-07 14h21min
Antes dessa lei todos nós sabíamos a escalação do Botafogo de Nilton Santos, Garrincha, Didi, Quarentinha e Zagalo; do Santos de Mauro, Clodoaldo, Coutinho, Pelé e Pepe; do Vasco de Bellini, Orlando, Sabará, Vavá, Almir e Pinga; do Palmeiras de Valdir, Djalma Santos, Ademir da Guia e Servilho ou do Cruzeiro de Raul, Piazza, Zé Carlos, Natal, Dirceu Lopes e Tostão, hj infelizmente nem o torcedor mais ferrenho consegue lembrar de cor a escalação de seu time no ano passado quiçá até a deste ano!
 Isaac | Guarapari | 11-08-07 21h05min
MESTRE
Até hoje sei na memória este time........RAUL, NELINHO, MORAES, DARCI MENESES E VANDERLEI, PIAZZA, ZÉ CARLOS E DIRCEU LOPES, BATATA, PALHINHA E JOÃOZINHO.............e engraçado, não decorei a escalação do time do ano passado!
Mestre, um abraço, obrigado por lembrar de mim nesta coluna show de bola, e por nos LEMBRAR de mais uma página heroica imortal do nosso CRUZEIRO.
 LUIZ ANTONIO | SAMPA | 11-08-07 21h23min
Alô mestre João. Como você bem disse, os administradores do cruzeirão devem ser sempre respeitados pois nossa torcida tem muito o que comemorar. Parabéns aos Perrelas que souberam muito bem elevar o nome do cruzeirão. Sobre a copa João Havelange, esse jogo que você recordou foi realmente fantástico. Não vou me prolongar muito sobre o jogo, pois fiquei muito chateado com aqueles 3x1 pro vasco quando eu e + alguns saimos convictos aqui do sul de Minas e acabamos sofrendo com Euler e Romário.
 LUIZ ANTONIO | SAMPA | 11-08-07 21h24min
Mas aquilo já faz parte do passado e eu já tive bons momentos no mineirão. Grande abraço.
 ZEZE | Belo Horizonte | 12-08-07 00h29min
Compadre, Parabéns pela bela e instrutiva coluna, daqui a pouco do jeito que vai, estaremos lendo as colunas é no jornal E. Minas. Obrigado pelo privilégio de ser citado na coluna, Otacílinho vibrou como nunca na quarta. O Ceu está pedindo nas paginas heróicas o jogo Cruzeiro x Colo Colo e eu reforço o pedido, incluindo as preliminares como o show na língua Japonesa no jantar com os dirigentes do Colo Colo. Já de primeira, parabéns pelo dia dos pais,(continua)
 ZEZE | Belo Horizonte | 12-08-07 00h31min
e por estas três filhas maravilhosas que você e Isaura têm!
 rapoza matreira | belo horizonte | 12-08-07 13h39min
Sr. J. Duarte, obrigado por ter citado o nosso nome. Embora não tenha necessidade de ler os seus " editoriais", leio-os. Afinal de contas algum dado pode estar errado e a minha missão é corrigi-los. O Sr. tem futuro, quem sabe daqui a uns 20 anos chega próximo ao nível da incomparável RAPOZA MATREIRA. Até lá.
 BETH MAKENNEL | Belo Horizonte | 12-08-07 14h47min
Caro João, é preciso mudança na Lei Pelé para salvar o futebol Brasileiro e principalmente os clubes Brasileiros que estão a cada dia nas mãos dos empresarios. O problema é que nossos politicos não estão nem ai e em sua maioria são parte desta arapuca destruidora do futebol arte e do futebol BrasileiroÉ uma pena! fazer o quê?
 pyxis | Beagá-MG | 12-08-07 14h58min
Zezé,
Que maldade a sua...
1) Desejar que o JDuarte escreva para o EM;
2) Privar que ele escreva para o Cruzeiro.Org em favor de um órgão da midia.
Como pode fazer tanta maldade assim???
E ele é seu cumpadre... imagina se fosse desconhecido!!!!
 trovão_azul | Vila Velha | 13-08-07 12h01min
João, Primeiramente obrigado pela honra de ter sido citado em sua coluna. Nossa conversa semana passada foi riquíssima e realmente você SABE TUDO. É bom ter um cruzeirense como você, que compartilha seus conhecimentos e valoriza a história. Até a próxima! Haroldo
 rapozaço | Belo Horizonte | 13-08-07 14h34min
ôba... Raposão novo no pedaço. Ai João, esse tb é da Velha Guarda. Um grande abraço, obrigado mais uma vez pela homenagem e parabéns a todos os pais que frequentam esse espaço azul da internet...
 ricardo | Belo Horizonte | 13-08-07 16h57min
Grande João, obrigado pela citação. Estou deveras afastado mas isso se deve ao fato de eu estar perambulando pelo interior, em localidades onde nem sempre consigo acesso à Net. Domingo o Arílson não quis ir à casa do meu pai ver o jogo do time dele, ficou com medo da gozação... Abraço e a gente se vê.
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