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 Atualizado em 28-07-14 13h22min  |  Fonte: Cruzeiro - Site Oficial |  Qtd Leituras: 487
Roberto Batata, se fosse vivo, completaria 64 anos nesta quarta

No dia 24 de julho de 1949, na Santa Casa, em Belo Horizonte, nasceram 33 bebês. Apenas um era menino. No quarto 33 da maternidade, estava o rechonchudo Roberto Monteiro, o caçula dos sete filhos de Geraldo e de Judite. Elge Monteiro, de 77 anos, irmã de Roberto, é quem conta a curiosa passagem. Para os mais dados a superstições, o fato de ter sido o único homem em meio a tantos outros recém-nascidos não passa despercebido. Seria ele predestinado a brilhar como uma estrela? A história nos mostra que sim. De Roberto Monteiro ele se transformou em Roberto Batata. Segundo Elge, o irmão recebeu o apelido ainda criança do ex-técnico João Crispim. “Porque ele era gordinho”, diz.

Batata sempre sonhou em ser jogador de futebol. Os irmãos Geraldo e Otávio foram atletas profissionais e ele não vacilou: queria seguir o mesmo caminho. Começou no futsal do América-MG e passou por times amadores de Belo Horizonte até chegar às divisões de base do Cruzeiro, em 1968. Com a saída do lendário Natal, o Diabo Louro, o jogador assumiu a camisa com naturalidade e fez com que a torcida continuasse a vibrar com jogadas rápidas e finalizações certeiras.

Ponta-direita veloz e artilheiro, logo conseguiu uma vaga no esquadrão cruzeirense do início dos anos 1970. Com o manto celeste, Roberto Batata balançou as redes 110 vezes em 285 partidas. A estreia aconteceu em 1971, num amistoso contra o Peñarol, em Montevidéu, no Uruguai. Nos cinco anos seguintes, ele escreveu seu nome na galeria de craques do Cruzeiro e colecionou títulos: campeão mineiro em 1972, 1973, 1974 e 1975, da Taça Minas Gerais em 1973 e da Copa Libertadores de 1976.

O eterno Roberto Batata

Doze de maio de 1976: Batata marca um dos gols da goleada do Cruzeiro sobre o Alianza por 4 a 0, em Lima, no Peru, pela Libertadores. Por essas coisas da vida, foi sua última partida com a camisa estrelada. No dia seguinte à vitória, a delegação cruzeirense desembarcou em Belo Horizonte e o jogador pegou estrada rumo a Três Corações, no Sul de Minas, para encontrar a mulher e o filho, de apenas 11 meses. Um acidente entre os quilômetros 182 e 183 da rodovia Fernão Dias, no município de Santo Antônio do Amparo, impediu que ele chegasse ao seu destino e interrompeu, aos 26 anos, uma carreira brilhante. Na tarde de 13 de maio, Roberto Batata ganhava a eternidade.

Uma multidão compareceu à sede do Clube, no Barro Preto, para se despedir do ponta-direita e acompanhar, a passos fúnebres, o corpo do atleta até o cemitério. Uma semana depois da tragédia, Cruzeiro e Alianza se enfrentaram novamente pela semifinal do torneio continental, desta vez no Mineirão. A camisa sete foi estendida na pista ao lado do gramado e a banda da Polícia Militar de Minas Gerais homenageou o jogador com o Toque de silêncio.

Era só o começo de uma noite emocionante, que não escapa às memórias de Wilson Piazza: “[Antes da partida] Estávamos perfilados escutando o Hino Nacional e chorando. Por várias vezes durante o jogo eu também chorei. Jogamos pensando nele e por ele”. Com três gols de Palhinha e quatro de Jairzinho, o Cruzeiro venceu o time peruano e colocou o número sete da camisa de Batata no placar do Mineirão.

A final, contra os argentinos do River Plate, foi decidida na “nêga” – uma vitória para cada lado forçou a necessidade de uma terceira partida, realizada no Estádio Nacional, em Santiago, no Chile, em uma noite épica. O empate em 2 a 2 persistia até que, aos 43 minutos do segundo tempo, houve uma falta na entrada da área a favor do Cruzeiro. O lateral Nelinho ajeitou a bola e Joãozinho, num lance que surpreendeu a todos, cobrou no canto direito do goleiro, garantindo o troféu para o time da Toca. Vilibaldo Alves, da Rádio Itatiaia, narrou assim o gol: “Pelo amor de Deus, Joãozinho! Você, Joãozinho, faz com que Roberto Batata lá do céu abrace-o aqui na terra! Nesse momento eu me lembro de Roberto Batata, ele que tanto lutou nesta Libertadores pelo Cruzeiro”.

E foi assim, no dia 30 de julho de 1976, que o Cruzeiro conquistou a América pela primeira vez. Os jogadores se reuniram no centro do gramado para rezar e lembrar o companheiro Roberto Batata, que, de alguma forma, também esteve em campo naquela partida. E disso ninguém há de duvidar.

“Roberto Batata era extremamente divertido e um jogador espetacular. Um ponta-direita nato.”
Raul Plassmann, goleiro celeste entre 1966 e 1978

“Íamos juntos para os treinos, dividíamos o quarto na concentração. Quando penso em Roberto, me vem a imagem de um filho.”
Dirceu Lopes, segundo maior artilheiro da história do Cruzeiro

“Ele era nossa adoração, não consegui me refazer até hoje. Dentro do meu peito tem um buraco, não aceito a morte dele.”
Elge Monteiro, irmã de Batata

“Era muito brincalhão, sempre sorridente. Colocava apelido em todos os sobrinhos.”
Sérgio Monteiro Detalond, sobrinho de Batata

“O Batatinha era um jogador muito bom tecnicamente, tinha ótima estatura, passadas largas. Se encaixava de maneira extraordinária naquele time do Cruzeiro.”
Wilson Piazza, camisa 5 da Raposa em 556 partidas

“Era uma pessoa muito positiva, alegre. Tinha uma facilidade impressionante para imitar as pessoas. Ele ficava prestando atenção e depois imitava direitinho, os trejeitos e tudo.”
Otávio Monteiro, irmão de Batata

* Matéria originalmente publicada na edição 119 (junho/julho) da Revista do Cruzeiro.

Comentários:  Clique aqui e deixe o seu comentário

 pyxis | BHZ | 25-07-13 17h51min
Grandes lembranças. Grande atleta. Grande jogador. Um abraço ao Sérgio Detalon, sobrinho do "Batata" e que contribuía com a sua presença nos espaços Cruzeiro.Org.
 Olecram | Poços de Caldas | 25-07-13 20h57min
Eu acompanhei de perto a curta mas brilhante carreira do grande Roberto Batata, digno sucessor de Natal, nosso Diabo Louro. Foi uma perda irreparável sua morte prematura em um acidente automobilístico e não só todo o plantel do Cruzeiro como sua torcida sentiu bastante essa perda.
 Força-Azul | Santos | 25-07-13 22h06min
Êta Saudade de Roberto Batata, um dos maiores ponteiros direitos do Brasil. Lembro-me perfeitamente do jogo contra o Alianza de Lima que enviamos 7 x 0, em homenagem ao excepcional jogador.
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