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 Atualizado em 14-12-18 10h25min  |  Fonte: Cruzeiro - Site Oficial |  Qtd Leituras: 209
Há 25 anos, Ronaldo marcava seu primeiro gol como profissional


Há exatos 25 anos, uma das histórias mais lindas de todos os tempos no futebol ganhava um dos seus mais essenciais e importantes capítulo. O estádio do Restelo, em Lisboa, foi palco do primeiro gol de Ronaldo Fenômeno como atleta profissional, quando naquele 5 de agosto de 1993 o Cruzeiro vencia o Belenenses por 2 a 0 em um amistoso, parte de uma excursão da Raposa por Portugal.

Naquela época com apenas 16 anos de idade, Ronaldo entrava em campo defendendo as cores do Cruzeiro pela quarta vez. Antes, havia enfrentado a Caldense, em Poços de Caldas, em 25 de maio daquele ano, em sua estreia como profissional. Depois, em 28 de julho, participou de um amistoso contra o Atlético-MG, no Mineirão. A terceira partida antes do seu primeiro gol pela Raposa já havia sido em solo português, contra o Benfica, dois dias antes do duelo contra o Belenenses.

Em um tempo em que nem se vislumbrava o advento das redes sociais e a força que a internet tem nos dias de hoje, os registros daquela partida no Restelo são praticamente nulos. Há, no entanto, relatos mais precisos da imprensa portuguesa do amistoso de dois dias antes, contra o Benfica, em que Ronaldo entrou no segundo tempo e infernizou a zaga adversária com dribles desconcertantes e arrancadas fenomenais.

Então jornalista do diário ´A Bola`, Luís Sobral, que hoje trabalha na Federação Portuguesa de Futebol, relembrou há poucos anos em um artigo sua recordação de ver no moleque Ronaldo um atleta diferente já naquele momento em que iniciava sua carreira.

“Ronaldo parecia relativamente baixo visto do alto do terceiro anel novo [do Estádio da Luz], onde os jornalistas ficavam. Mesmo assim, entrou e se colocou entre os centrais do Benfica. De repente, uma bola. Ainda antes do meio de campo, Ronaldo a recebe, vira-se em direção à baliza do adversário. Para quem está na bancada de imprensa, é para a direita. Segura a bola. No pé direito, acho. Me lembro de pensar: ‘o moleque é rápido’. Isto foi um segundo. No outro, de imediato, ele está perto de dois defesas do Benfica. Dois homens, fortes, experientes, confiantes, em casa. Tudo se passa muito depressa. Com um toque, Ronaldo mete a bola por um lado. Abro um pouco mais os olhos. Passar a bola era apenas metade do problema. Estava resolvido. Mas ele, por onde passaria? Sem receio, escolhe o lugar mais improvável: por entre os dois centrais”, relembra o jornalista.

“Ronaldo sobrevive. Tinha acabado de ver uma cena digna de filme de ação. Num instante de máxima dificuldade, o herói descobre o caminho e triunfa. (...) A minha memória guardou apenas aquele instante, aquela opção. Lembro-me de pensar: ‘isto é diferente’”, completa Sobral.

Este relato do jogo anterior ao que Ronaldo marcou seu primeiro gol, pelo bem do futebol, possui um registro em vídeo do canal português TVI. E o lance relembrado pelo jornalista português ganha destaque na parte final.

O primeiro gol que quase ninguém viu

Já o jogo contra o Belenenses, em 5 de agosto de 1993, carrega algumas peculiaridades. O então técnico daquela equipe era o brasileiro Abel Braga. E o jogo também marcava a estreia de Cleison, ex-Cruzeiro, no time de Lisboa. Com a irreverência de sempre, Cleison nos disse que “não lembra de absolutamente nada” daquela jornada. Ele nos informou apenas que se lembra que tinha na equipe um ex-companheiro de Cruzeiro, Luiz Gustavo, que também passou pelo Internacional.

Atualmente no Cruzeiro há alguns profissionais que trabalhavam no Clube naquela época. O fisiologista Emerson Silami, por exemplo, conta que se recorda da excursão, mas ele não fez parte da delegação e ficou em Belo Horizonte. Funcionário do Maior de Minas desde o início dos anos 80, o roupeiro Geraldinho estava em Lisboa e relembra que o gol de Ronaldo foi de cabeça, mas que não se recorda exatamente de toda a jogada.

Nos últimos dias, nossa reportagem fez uma extensa busca por jornais portugueses e acionamos inclusive o Belenenses para saber se existe algum tipo de registro em foto ou vídeo daquele momento que se tornaria histórico para o futebol. Sem sucesso.

Chegamos apenas a alguns artigos que possuem especialmente o ex-goleiro Figueiredo como personagem. Em seu discurso, o ex-jogador do Belenenses afirma que o cruzamento veio não muito alto em direção a Ronaldo, que estava posicionado entre a marca do pênalti e a linha da pequena área. A então revelação celeste cabeceou cruzado e a bola morreu no fundo do gol.

Um arquivo da época endossa a descrição de Figueiredo: um áudio da Rádio Itatiaia, com narração de Alberto Rodrigues. O locutor detalha que Paulo Roberto tocou para Roberto Gaúcho e o cruzamento veio da esquerda para o Fenômeno testar. Antes de entrar, a bola ainda teria tocado caprichosamente na trave esquerda.

O jornal Estado de Minas, no dia seguinte ao amistoso, destacou a atuação de Ronaldo, em trecho que dizia: “Ele teve ontem mais uma chance entre os titulares e não decepcionou. O ex-juvenil Ronaldo, com um gol na fase inicial – o primeiro como profissional – e uma atuação destacada ajudou o Cruzeiro a bater uma vitória contra o Belenenses por 2 a 0”.

Em 14 de fevereiro de 2011, o jornalista Sérgio Pereira contou em texto no site português Mais Futebol que o gol de Ronaldo foi marcado “na baliza sul do Restelo”. O charmoso estádio atualmente tem capacidade para cerca de 20 mil pessoas e foi erguido no lugar de uma antiga pedreira na região nobre da freguesia de Belém, na década de 1950. De suas cadeiras é possível ver o Rio Tejo, justamente na curva sul, a da meta onde Ronaldo estufou as redes pela primeira vez.

A reconstituição da história

Como não há registros do primeiro gol de Ronaldo como profissional, recorremos ao “Faz Meu Gol”, projeto do designer e ilustrador Wedscley Melo, que recriou a jogada a partir dos relatos de presentes no amistoso contra o Belenenses. Em um exercício de criatividade e nostalgia, o gol do Fenômeno pela Raposa contra o time português, marcado aos 38 minutos do primeiro tempo, foi mais ou menos assim...

Uma trajetória como poucas

Naquela excursão por Portugal, o Cruzeiro participou de um torneio que celebrava o centenário do Futebol Clube do Porto. Pela legislação, Ronaldo, com 16 anos, só poderia participar dos jogos se estivesse estudando ou trabalhando, e foi convocado porque o então técnico Carlos Alberto Silva dispunha apenas de Tôto para o setor de ataque.

Como a transferência escolar de Ronaldo ainda não havia sido efetuada para Belo Horizonte, a diretoria celeste conseguiu que o Fenômeno fosse registrado como torneiro mecânico em uma empresa de um conselheiro do Clube. Profissão que, na prática, nunca exerceu.

Além do gol contra o Belenenses, Ronaldo também marcou no Estádio das Antas, contra o Peñarol, do Uruguai, na vitória por 3 a 0 no Torneio do Porto, em 6 de agosto de 1993. Depois desta excursão de última hora em terras portuguesas, o atacante voltou para o Brasil como titular e, dali, se tornou um dos maiores craques de todos os tempos.

Pelo Cruzeiro, Ronaldo quase atingiu a incrível média de um gol por partida, tendo marcado 56 gols em 58 jogos. Fez parte do elenco campeão da Copa do Brasil em 1993 e foi campeão e artilheiro do Campeonato Mineiro do ano seguinte com 23 gols. Com a camisa estrelada, também foi artilheiro da Supercopa em 1993, com 12 gols. Em 1994, integrou o plantel tetracampeão da Copa do Mundo pela Seleção Brasileira enquanto atleta da Raposa.

O resto é história...

Ficha Técnica

BELENENSES-POR 0 X 2 CRUZEIRO
Motivo: Amistoso
Data: 05/08/1993 (quinta-feira)
Local: Estádio do Restelo, em Lisboa-POR
Árbitro: Victor Reis-POR

Gols: Ronaldo, aos 38 minutos do 1º tempo; Roberto Gaúcho, aos 12 minutos do 2º tempo

Belenenses: Figueiredo; Teixeira (Chico Fonseca), Guto, João Pinto e Nito; Emerson, Taira (Vitor Manoel), Mauro Airez e Luiz Gustavo; Cleison e Darci (Gonçalves). Técnico: Abel Braga

Cruzeiro: Paulo César Borges; Paulo Roberto (Zelão), Célio Lúcio, Luizinho (Robson) e Genilson; Ademir, Rogério Lage e Luiz Fernando Flores (Ramon Menezes); Edenilson, Roberto Gaúcho (Nivaldo) e Ronaldo (Tôto). Técnico: Carlos Alberto Silva




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