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 Atualizado em 17-10-19 00h03min  |  Fonte: O Tempo (MG) |  Qtd Leituras: 143
Federação Mineira cria impasse que prejudica futebol feminino


O segundo jogo da final do Campeonato Brasileiro Feminino da Série A2, disputado na tarde desse domingo, no Sesc Venda Nova, e que terminou empatado por 1 a 1, resultado que garantiu o título do São Paulo sobre as Cabulosas do Cruzeiro, trouxe também à tona o impasse sobre o fim de ano da modalidade em Minas Gerais. Em reunião realizada no dia 14 deste mês, a Federação Mineira de Futebol colocou em pauta a cobrança da taxa de arbitragem e do quadro móvel da própria entidade aos times, que, insatisfeitos, recusaram a proposta de realização do Campeonato Mineiro de futebol feminino, que aconteceria neste segundo semestre.

Em nota, o Cruzeiro veio a público manifestar o descontentamento com a postura da entidade, alegando que a Federação Mineira nunca exigiu tais cobranças em edições anteriores da competição, ficando na contramão da própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e de diversas outras federações do país.

Após a 1 a 1 com o São Paulo, o técnico Hoffmann Túlio, do Cruzeiro, fez um desabafo expondo a preocupação com a defasagem das equipes mineiras em relação a outros projetos do país, como os que são realizados no próprio estado de São Paulo. A diferença física entre as Cabulosas e o time tricolor, por exemplo, ficou nítida no confronto. Isso se deve, obviamente, ao período do projeto celeste, mas também a diferença de minutagem entre as equipes. De acordo com Hoffmann é extremamente necessário que o Cruzeiro e todos os times do estado possuam possibilidades de realizar jogos oficiais. Ele salientou, inclusive, a situação de Atlético e América, que estão inativos desde o dia 8 de maio.

´Chegamos ao 13o jogo do ano no mês oito, nós estamos falando do dia 25/08, 13o jogo. São Paulo tem 24 jogos no ano. Isso vai te dando um lastro. Claro, tem o aspecto negativo. Às vezes pelo fato de você jogar muito, você vai estar cansado. Mas o lastro é o que faz uma grande diferença em uma categoria, por exemplo de um Brasil para uma França, de um Estados Unidos, isso pesa nesses momentos com a gente aqui. Eu espero que a Federação possa repensar, possa possa pensar em investimento na categoria, na modalidade, é o que São Paulo faz tão bem. São Paulo já tem categoria sub-16, por exemplo, projetos grandiosos que a Aline realiza muito bem. E isso a gente tem que aprender. Aqui em Minas, a gente acha que as coisas vão acontecer se os clubes quiserem. Não. A função social de uma federação é promover, difundir o esporte. E para o feminino, se a Federação não fizer nada, fica difícil. Nossos clubes, tira Cruzeiro, Atlético e America, têm dificuldades financeiras. Todos da primeira divisão do masculino têm dificuldades financeiras. Se a Federação não entender que ela precisa apoiar, claro tanto no masculino, como no feminino, nós não vamos sair do buraco, vai ter essa defasagem. O Atlético e o América estão parados desde o dia 8 de maio. Só treinar. Treinar não se forma time, não se forma escudo, não se forma nada. A gente precisa de jogos. E, no modelo, que a Federação queria, que ela pediu só times profissionais e nós tivemos apenas oito na reunião que acabou não tendo, eu vou conseguir 11 jogos no Campeonato Mineiro. Isso com os 13 que jogamos no ano são 24 partidas no ano. Hoje, só o Corinthians tem 31 jogos. É contra esse adversário que eu vou jogar no ano que vem, um time que ainda tem 31 jogos se não jogar mais nada. Mas o Corinthians ainda tem mais três jogos dessa segunda fase do Paulista, mais dois de semi, e ainda mais dois de semi do Brasileiro. Corinthians já tem sete jogos garantidos. A gente tem que repensar muito, muito mesmo. Por isso que esse time aqui está de parabéns. Está de parabéns porque a gente vai lutando com apenas o apoio do clube, do torcedor, aí a gente tem que fazer um trabalho sem jogos, ah convidar time masculino o tempo todo. Só fizemos amistoso contra time masculino. A gente não consegue ter um jogo adequado. Um jogo da categoria feminina`, desabafou o comandante do Cruzeiro.

Oito times teriam se prontificado para a disputa do Mineiro feminino. Mas a exigência de cobranças impede a sequência da disputa pelas dificuldades atravessadas por cada agremiação. O Cruzeiro, por meio da coordenadora Bárbara Fonseca, se prontificou a mediar a situação. Um encontro nesta semana na Federação e a coordenadora da Raposa pode ajudar na definição do torneio.


POSICIONAMENTO DE ATLÉTICO E AMÉRICA

A reportagem do Super FC entrou em contato com as diretorias de Atlético e América, citados na fala de Hoffmann, para colher também o posicionamento das agremiações sobre o imbróglio. O Atlético, por meio da coordenadora Nina Abreu, salientou que em nenhum momento declinou da disputa do torneio, mas externou o pedido que foi feito por todos os clubes que declararam interesse na disputa da competição: um encontro com o presidente Adriano Aro.

´O Atlético não abre mão de participar do Campeonato Mineiro, ele não está declinando da competição até porque nós sabemos que o campeonato organizado pela federação é o caminho oficial para os acessos às disputas da CBF e a demais disputas da categoria, sejam elas quais forem. Mas a gente entende que o presidente da Federação poderia atender à reivindicação dos clubes, que é apenas uma, não houve o clube que não tenha concordado com esse pedido da Federação. O que precisávamos era de um horário com o Adriano Aro, porque ele não esteve em nenhuma das reuniões do arbitral, para poder pleitear nosso anseio. Agora, em momento algum, nós declinamos da participação no campeonato`, disse Nina.

O América, por sua vez, em nota oficial, destacou que conversas estão sendo travadas nos bastidores para a solução do imbróglio, mas manteve a posição de não participação enquanto as taxas não forem revistas.

´Todos os clubes presentes (na reunião do dia 14 de agosto) optaram pela não participação, até que fosse revista a situação das referidas taxas. Desta forma, esperamos que a FMF reconsidere sua posição sobre a cobrança das taxas, para que tenhamos um Campeonato Mineiro com número de equipes e formas de disputa adequadas, tanto termos quantitativos como em qualidade`, comunicou o Coelho.


A FEDERAÇÃO MINEIRA CONTESTA

O Super FC entrevistou Leonardo Barbosa, diretor de competições da Federação Mineira de Futebol, para tentar entender o que se passou no processo. O dirigente fez uma linha temporal dos fatos, destacando que desde o início os clubes estavam cientes da taxa a partir do momento que foi levantada a possibilidade de um campeonato profissionalizado. A não cobrança dos valores, segundo Leonardo, se dava pelo fato de que antes apenas dois clubes eram profissionalizados, o que inviablizava o pagamento de taxas.

´A FMF faz o Campeonato Feminino há cinco anos, mas antes só duas equipes tinha times profissionais. O América e o Ipatinga. É preciso entender que a Federação tem dois departamentos, o de competições amadoras e o de competições profissionais. O amador organiza a Copa BH, e claro, com as dificuldades dos times, todo o custo é coberto pela Federação. Mas o departamento profissional organiza as competições principais. Antes de 2014, nós cobrávamos uma taxa de participação das equipes, vamos supor, de 30 ou 25 mil. Porém, a partir de 2014, com o Castellar, a Federação acabou com esse custo, e passou a solicitar aos filiados que arcassem com o pagamento da arbitragem e o quadro móvel, o que reduziu muito o que os clubes pagavam antes. Em 2015 ou 2016, quando a BCO criou o feminino, eu não conseguia fazer um campeonato com times profissionais, era a Copa BH e o Mineiro, duas competições similares`, conta Leonardo.

´Mas em 2019, nós tivemos uma mudança no cenário. Atlético, Cruzeiro, América e Ipatinga com times profissionais. Entrei em contato cm todos os times, dizendo que estava na hora de virar a chave, inclusive o Cruzeiro, todos eles concordaram. A gente tinha muito problema no ano passado, jogadoras que se lesionavam atuando contra times amadores. Todos foram unânimes. A gente sabia que corria o risco de ter menos equipes e decidimos manter isso para poder ter esse profissionalismo. A partir do momento que seguimos esse caminho, passamos a seguir várias regras como de campo, vestiários, estrutura, o feminino entra no padrão de todas as outras competições. O edital eu soltei no dia 25 de julho. Ninguém questionou, cinco equipes se inscreveram no campeonato. No dia 7 de agosto tivemos uma mobilização dos clubes amadores, fizeram um apelo, dizendo que estavam atrás de parcerias para disputar o campeonato. Então eu disse: 'vamos programar mais uma semana e eu reprogramei o edital'. No da 14 fomos surpreendidos, pensamos que a questão da taxa tinha sido superada. Para mudar isso, teríamos que republicar o edital, os clubes foram intransigentes. não houve uma conversa, a federação foi surpreendida`, completou o diretor de competições.

As taxas não foram reveladas, mas Leonardo salientou que elas são abaixo do custo. ´As taxas são as mais baias, mais baixas até do que o sub-15 do masculino. Em um momento que se cobra tanto a profissionalização do futebol feminino, é preciso entender que eu, como federação, também tenho um custo. Abrir mão dessas taxas pode abrir precedentes para que outras competições também sejam isentadas. Tivemos o trabalho de colocar a taxa mais baixa possível. Faltou um pouco diálogo`, externou Leonardo.

Apesar do impasse, o diretor de competições garantiu que a Federação vai fazer todo o possível para a realização do torneio. Leonardo foi questionado se a Federação teria capacidade de arcar com esse valor, uma vez que a função da entidade seria fomentar o esporte, principalmente o futebol feminino, e respondeu destacando que a entidade precisa trabalhar com responsabilidade para atender a todos os seus filiados.

´Tudo que a federação puder fazer para fomentar o futebol mineiro, nós vamos fazer. A federação tem que ter responsabilidade, a categoria de base tem uma necessidade, por exemplo. Não é porque é o futebol feminino que nós vamos abrir mão. Então vamos procurar fazer o campeonato, mas a gente tem que ter os dois lados. Se eu tivesse a receita da Federação Paulista de Futebol, claro que eu faria, mas estamos tentando de todas as formas nos reunir para que esse campeonato aconteça. Se Cruzeiro, Atlético e América nos procurarem, vamos atender da melhor maneira possível e chegar a um consenso`, concluiu o dirigente.

/elo


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