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 Atualizado em 19-08-19 16h15min  |  Fonte: Cruzeiro.Org (*) |  Qtd Leituras: 422
Cruzeiro avança às semifinais da CopaBr pela quarta vez seguida


Não faltou nenhum componente tradicional dos grandes clássicos na noite desta quarta-feira, no Independência. Tensão, expulsões, ansiedade, belos gols e clima decisivo. Após vencer a partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil por 3 a 0, no Mineirão, o Cruzeiro jogou como sabe jogar: firme na marcação e em busca de contragolpes. E os contra-ataques nem foram necessários. O time celeste perdeu por 2 a 0 para o Atlético, mas garantiu a classificação. Cazares, ainda no primeiro tempo, e Patric, num chutaço no finalzinho, marcaram.

Na semifinal, o Cruzeiro enfrentará Internacional ou Palmeiras. No Allianz Parque, a equipe paulista venceu por 1 a 0 o jogo de ida, na última semana. O duelo de volta é nesta quarta-feira, no Beira-Rio. As partidas da próxima fase ainda não têm datas e horários definidos, mas estão agendadas para as semanas dos dias 7 e 14 de agosto. A ordem dos mandos de campo será definida em sorteio.

Com a classificação, o Cruzeiro garante R$ 6,7 milhões por participação na semifinal. Esse valor, somado aos valores arrecadados nas oitavas e nas quartas de final, totaliza R$ 12,35 milhões em premiação ao longo do torneio. O campeão receberá mais R$ 52 milhões, enquanto o vice ‘abocanha’ R$ 21 milhões. Eliminado, o Atlético - que disputou as mesmas fases da competição que o principal rival - ficou com R$ 5,65 milhões.

As equipes voltam a campo neste final de semana, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partir das 17h deste sábado, o Cruzeiro visita o Bahia, na Fonte Nova. Na briga para sair da zona de rebaixamento, o time celeste ocupa a 17ª posição, com nove pontos - dez a menos que o principal rival. Em 4º, o Atlético recebe o Fortaleza neste domingo, às 16h.


O JOGO

Tensão, ansiedade e pressa das arquibancadas do Independência se transportaram para o gramado já no início da partida. Com necessidade de buscar uma goleada após perder o primeiro jogo por 3 a 0 no Mineirão, o Atlético foi a campo com duas mudanças que tornavam o time mais ofensivo: Jair e Otero entraram, respectivamente, nas vagas de Zé Welison e Luan. E, taticamente, o time realmente avançou as linhas e tentou pressionar.

Faltava, no entanto, maior efetividade nas investidas na área rival, muito bem protegida, como de costume. Com a vantagem em mãos, o Cruzeiro jogava do jeito ao melhor estilo Mano Menezes: linhas recuadas e pronto para contragolpear. De última hora, a escalação anunciada previamente foi alterada, com as entradas de Orejuela e Fred nas vagas de Ariel Cabral e Thiago Neves.

Apesar de ter a bola por menos tempo, o Cruzeiro, num 4-4-2 que tinha Fred e Pedro Rocha avançados, criou mais oportunidades. Num jogo tenso e muito brigado no meio-campo, a primeira chance clara apareceu só aos 17’. Marcado por três, Marquinhos Gabriel fez grande jogada pela esquerda e cruzou para Robinho finalizar para fora. Aos 20’, Patric, de cabeça, quase marcou contra após cobrança de falta. Victor fez grande defesa.

O Atlético chegou com perigo pela primeira vez aos 25’, quando Elias recebeu na área e girou, num sem-pulo, para finalizar cruzado. Bem posicionado, Fábio espalmou. O goleiro, aliás, foi peça importante na estratégia do Cruzeiro de esfriar o jogo. Segundos preciosos eram ganhos a cada tiro de meta - os dois primeiros deles acompanhados por um grito homofóbico da torcida alvinegra, que bradava ´bicha` assim que a bola era lançada.

Pelas pontas, o Atlético achava mais espaços. Abertos, Chará e Otero - que se revezaram entre a esquerda e a direita ao longo da etapa inicial - tentavam encontrar caminhos. Numa dessas, aos 34’, saiu o gol alvinegro. O venezuelano encontrou Patric, que cruzou para Fábio Santos desviar para o meio da área. Cazares, no alto, acertou um belo chute e venceu Fábio: 1 a 0.

Foi a deixa para as arquibancadas, que já demonstravam os primeiros sinais de irritação, voltarem a ser apoio e esperança. Os gritos de ´Eu acredito`, o mantra que embalou as viradas nas campanhas dos títulos da Copa Libertadores de 2013 e da Copa do Brasil de 2014, se fizeram escutar. Apenas três minutos depois, o primeiro ´milagre` da noite no Horto. Mas do lado celeste. Fábio, à queima roupa, impediu o que seria o gol de Alerrandro, que finalizou já de dentro da área.

Acuado, o Cruzeiro encontrava dificuldades para buscar contra-ataques. Fred, pouco operante, não conseguia vencer as disputas com a zaga alvinegra. Com mais posse de bola, o Atlético tinha dificuldades para finalizar e levar perigo à meta de Fábio. O 1 a 0, então, seguiu até o intervalo.


SEGUNDO TEMPO

Expulsões, VAR e Cruzeiro nas semis

O Atlético tentou, no início da etapa final, esboçar a pressão que exerceu por alguns minutos durante o primeiro tempo. Em dez minutos, porém, a melhor oportunidade foi um chute sem grande perigo de Jair, que finalizou de fora da área. Os jogadores mais experientes do Cruzeiro tentavam chamar a responsabilidade de prender a bola e buscar triangulações pelas pontas, mas a marcação alta alvinegra dava resultado.

Elias deu lugar a Luan aos 11’. E o camisa 27 fez boa jogada logo em seguida, ao fintar Leo e cruzar. A bola passou por toda a extensão da área e se ofereceu para Fábio Santos. Livre e de frente para o gol, o lateral-esquerdo desviou, mas não conseguiu acertar o alvo.

Aos 18’, explosão de alegria do lado celeste. Em contragolpe fatal - daqueles que o Cruzeiro tanto buscava desde o início do jogo -, Pedro Rocha recebeu do lado esquerdo, finalizou firme entre as pernas de Victor para empatar o jogo. Após consulta ao VAR, o árbitro Flávio Rodrigues de Souza anulou o lance por falta em Patric.

Nesse meio-tempo, muita confusão no gramado. Pedro Rocha recebeu cartão amarelo por tirar a camisa ao comemorar na frente da torcida atleticana. David, que acabara de entrar, e Alerrandro foram expulsos após se desentenderem. E mais: vários copos vindos das arquibancadas foram lançados no campo, o que gerou mais confusão entre atletas.

Quando a bola voltou a rolar, Geuvânio fez bela jogada e finalizou no travessão, aos 25’. Com o passar do tempo, a tensão aumentava, mas o ritmo do jogo caia. Cansado, o Atlético esbarrava na forte marcação cruzeirense. A equipe celeste esfriava o jogo com troca de passes e ´cera`.

Daí em diante, o Atlético pouco conseguiu criar. Já nos acréscimos, o zagueiro Réver abandonou o sistema defensivo e virou o segundo centroavante, ao lado de Ricardo Oliveira. Patric, de fora da área, finalizou e marcou um golaço aos 47’: 2 a 0. Faltava um gol para o time alvinegro. Mas não deu tempo. Alijado por boas atuações de Orejuela e Dedé, o Cruzeiro se segurou bem e conseguiu avançar.


ATUAÇÕES

Por GloboEsporte.Com

Fred - Figura quase nula em campo. Perdeu quase todas as jogadas que participou.

Orejuela - Importante na marcação e seguro nas divididas. Quase não errou defensivamente.

Fábio - Salvou bola dificílima de Geuvânio e esfriou o jogo para conter a pressão do adversário.

Notas: Fábio (7), Orejuela(6,5), Dedé (6,5), Léo(5), Egídio(4), Henrique(5), Robinho(6), Jadson(6), Romero(6), Marquinhos Gabriel(6), Pedro Rocha(5,5), Dodô (Sem Nota), Fred(3), David(2).


CURIOSIDADES

Pela Copa do Brasil

Esta é a segunda vez que os rivais se cruzaram pela Copa do Brasil. Na primeira delas, na decisão da competição de 2014, o Atlético-MG venceu os dois jogos, por 2 x 0 no Independência e 1 x 0 no Mineirão. Desta vez, O Cruzeiro venceu por 3 a 0 na Toca 3 e perdeu novamente por 2 a 0 no Independência.

No Independência

As duas equipes se enfrentaram 77 vezes no estádio Independência, com 21 vitórias do Cruzeiro, 17 empates e 39 vitórias do Atlético-MG. O Cruzeiro marcou 74 gols e sofreu 107.

Artilheiros do Confronto

25 gols: Niginho
22 gols: Alcides
18 gols: Orlando Fantoni
15 gols: Abelardo
12 gols: Bengala
11 gols: Dirceu Lopes
10 gols: Guerino, Marcelo Ramos e Palhinha
9 gols: Ninão e Tostão

Fred, segundo maior artilheiro da Copa do Brasil, completou seu 12o jogo sem marcar gols.


ESTATÍSTICAS DO CONFRONTO

Jogos: 493

Vitórias: 169
Empates: 132
Derrotas: 192
Saldo: -23

Gols marcados: 634
Gols sofridos: 688
Saldo: -54

Partida Anterior (Jogo 492)
Cruzeiro 3 x 0 Atlético-MG - 11/jul/2019
Copa do Brasil
Toca 3 - Belo Horizonte (MG)


FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-MG 2 X 0 CRUZEIRO

Motivo: jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil
Estádio: Independência
Data e horário: quarta-feira, 17 de julho de 2019, às 19h15

Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Alex Ang Ribeiro (SP)
Árbitro de vídeo: Thiago Duarte Peixoto (SP)

Público: 22.145 torcedores
Renda: R$ 1.352.396,00

ATLÉTICO-MG - Victor; Patric, Igor Rabello, Réver e Fábio Santos; Jair (Ricardo Oliveira, aos 24’ do 2ºT); Otero (Geuvânio, aos 18’ do 2ºT), Elias (Luan, aos 11’ do 2ºT) Cazares e Chará; Alerrandro. Técnico: Rodrigo Santana

CRUZEIRO - Fábio; Orejuela, Dedé, Leo e Egídio; Henrique, Lucas Romero, Robinho (Jadson, aos 17’ do 2ºT) e Marquinhos Gabriel; Pedro Rocha (Dodô, aos 37’ do 2ºT) e Fred (David, aos 13’ do 2ºT). Técnico: Mano Menezes

Gols: Cazares, aos 34’ do 1ºT, e Patric (ATL)

Cartões amarelos: Ricardo Oliveira, aos 38’, Cazares, aos 38’ e Luan, aos 50’ do 2ºT (ATL); Egídio, aos 47’ do 1ºT, Robinho, aos 17’, Pedro Rocha, aos 18’ e Fábio, aos 23’ do 2ºT (CRU)
Cartões vermelhos: Alerrandro, aos 19’ do 2ºT (ATL); David, aos 19’ do 2ºT (CRU)

(*) Com material de Cruzeiro Site Oficial / GloboEsporte.Com / Portal UAI



P R O M O Ç Ã O

Ingresso para jogo Cruzeiro x River Plate
Libertadores da América
Oitavas de Final
Setor Amarelo Superior

30/7 – Terça-feira, 19h15 – Cruzeiro x River Plate-ARG

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 pyxis | BHZ | 17-07-19 22h48min
Não gosto de comemorar derrotas... comemoro MUITO a classificação... graças a uma atuação estupenda de Pedro Rocha nos 90 minutos iniciais do confronto.
IMNSHO, Mano abusa da sorte ao colocar Fred e vendo Egídio e Marquinhos Gabriel, completamente INOPERANTES, deixando-os em campo.
 pyxis | BHZ | 17-07-19 22h52min
Melhor em campo: Dedé
Pior em campo: Egídio
Herói do jogo: Fábio
Vilão do jogo: MGabriel
Minhas Notas: Fábio(7,5), Orejuela(7), Dedé(8), Leo(6), Egídio(3), Henrique(5,5), Romero(5,5), Robinho(5), Jadson(Sem Nota), MGabriel; Pedro Rocha(6), Dodô(Sem Nota), Fred(3,5), David(Sem Nota). Mano Menezes(5).
 marco | Curitiba | 17-07-19 23h11min
Feliz com a classificação e Put@ com o jogo. MM não aprende mesmo. Quase ferrou tudo nas substituições. Jadson simplesmente não acerta nada. Fred continua em péssima fase. Orejuela foi a grata surpresa hoje. Dedé se não foi perfeito, pelo menos foi bem (finalmente). E assim vamos indo aos trancos e barrancos. Até quando?...
 _vitor | Vitoria | 18-07-19 16h21min
A receita foi a mesma: Jogo horrível, Fábio salvando e um jogador tirando um coelho da cartola e nos classificando (P. Rocha). O que mais me incomoda é que o Mano e o elenco mostraram que estavam totalmente satisfeitos com o que aconteceu. Vendo depois os números do jogo, dá pra ter ideia de quão pífio foi o Cruzeiro. Olhem a posse de bola e numero de passes, um absurdo tendo o terceiro elenco mais caro no Brasil. Fred realmente não dá mais! Put0 da vida que liberaram o Raniel.
 mrr | Natal | 19-07-19 22h24min
Feliz apenas pela classificação, pois não lembro de ver uma atuação tão medíocre como a do CEC nessa partida.
 mrr | Natal | 19-07-19 22h35min
Creio que há um conflito entre aqueles que gostam do futebol jogado e a mediocridade como meio para justificar o fim.
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