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Papo com Jorge Schulman
Jorge Schulman escreve regularmente

13/04/2013 | Jorge Schulman
Douglas Cordeiro: Um baluarte para a grande final

Recifense apaixonado de Minas, nosso central abre o verbo e fala de todas suas paixões

Douglas David Alves Cordeiro, central, 1,97m, jogou pelo Ulbra, Banespa, On Line-RS, Minas, Fluminense e atualmente defende as cores do Sada Cruzeiro. Vice-campeão do Mundial de Clubes no Qatar, campeão Sul-Americano e tricampeão Mineiro em 2012 com o Sada Cruzeiro; campeão da Superliga 2011/12; bicampeão do Torneio de Irvine-EUA em 2011, dentre outros. Integrou a Seleção Brasileira Infantil e Juvenil. Campeão da Copa Santa Catarina, bronze do Sul-Americano de Clubes, vice do Desafio Globo Minas e vice-campeão Mineiro 2009. Bronze na Superliga 2008/09.

Boa tarde, Douglas, grande prazer de tê-lo conosco, no cruzeiro.org, antes da grande final da Superliga.

DC: Boa tarde, o prazer é todo meu.

Como sempre, gostaria que você mesmo fizesse uma breve resenha de sua história pessoal.

DC: Eu nasci em Recife e passei parte da minha infância entre Recife e Fernando de Noronha. Foi lá na ilha onde eu comecei a dar meus primeiros passos no voleibol em 1992, quando Brasil foi Campeão Olímpico pela primeira vez, e no ano de 1993 quando foi Campeão da Liga Mundial. O vôlei do Brasil nunca foi o mesmo depois dessas conquistas. Quando sai de Noronha para Recife para fazer meu segundo grau, comecei a pegar mais firme, tinha 15 anos, em clubes e colégios em que estudava, e no final de 1996 já consegui minha primeira convocação para a Seleção Brasileira Infanto. Em 1998 fui para a Juvenil. Dai em diante minha vida se voltou totalmente para o voleibol e estou aqui até hoje, Graças a Deus.

E tua família mora em Recife? Como está constituída?

DC: Minha mãe mora em Recife e meu pai mora em Noronha; eu tenho três irmãos e sou o mais novo da família. Meu irmão mais velho tem 42 anos de idade, mora em Recife; outro irmão meu tem 41 anos e mora em Natal e a minha irmã, que tem 37 anos, é casada com um francês e mora na França, em Paris. A filha dela é minha afilhada, é minha paixão.

Vejo você como protótipo de família, porque toda vez que assisto a um jogo de Sada Cruzeiro vejo você acompanhado. Ou são eles que acompanham você?

DC: Eu sou casado, não comentei isso, tenho dois filhos; o Rodrigo com onze anos e o Rafael de sete anos. Sou casado com a Silvia e já temos 13 anos de união, graças a Deus. Engraçado que eu sempre falava com minha mãe, quando era pequeno, que ia ser o primeiro filho a dar netos para ela. E se concretizou. Na verdade, eu nunca tive dúvidas da minha intenção de constituir uma família o mais rápido possível, eu sempre tive essa vontade porque cresci numa família muito unida e, toda vez que ficava longe, eu sentia muita falta, então eu sabia que tinha a necessidade de ter pessoas de meu lado, convivendo comigo, crescendo comigo, eu não nasci para ficar sozinho, acho que ninguém nasceu para ficar sozinho.

Gostaria que nos contasse um pouco mais de sua carreira profissional...

DC: Eu comecei a engatinhar no vôlei em Fernando de Noronha, depois comecei a jogar pelo Sport, foi o primeiro clube no qual eu joguei; jogava alguns campeonatos estaduais e regionais do Nordeste. Lembro que os ginásios sempre estavam lotados, a torcida acompanhava muito os jogos. Minha primeira Superliga foi em 1997, que joguei pelo Fluminense, um time já extinto há muito tempo; 98-99 fui para o Minas, onde joguei seis anos e ganhei três títulos de Superliga. Esses anos que passei no Minas foram muito importantes para minha carreira, já que as pessoas começaram a conhecer quem eu era. Em 2004, fui jogar no Online, uma equipe formada em Rio Grande do Sul, em Novo Hamburgo, joguei dois anos lá. Dali fui para o São Bernardo, e joguei na equipe de Banespa; depois fui para Ulbra, onde tive a primeira oportunidade de jogar com o Filipe; e de lá eu passei para Sada, na época era Sada Betim, não existia ainda a parceria com Cruzeiro. Após essa parceria, aconteceu todo esse sucesso todo e, graças a Deus, a gente está conseguindo manter esse sucesso, que é o mais importante.

Percebo que vocês todos são peregrinos do vôlei, andarilhos do esporte. Qual é sua sensação morando em Minas Gerais?

Como eu já falei, morei no Rio, em São Paulo, mas Belo Horizonte sempre teve algo diferente, me acolheu de maneira especial. Lembrando que eu venho de uma cidade com praia, Recife, e também morei em Noronha. No início eu estranhei um pouco, sempre gostei muito de praia. Mas, BH me ofereceu outras coisas que me agradaram muito, através das pessoas, das amizades que eu fiz. Hoje considero Belo Horizonte como minha casa, quase minha cidade natal. Gosto muito de Recife, lógico que a cidade natal sempre marca, mas BH também é minha cidade natal, minha esposa e meus filhos são de aqui, e sinto saudades quando estou longe daqui.

Fala do grupo Sada Cruzeiro, quais são as palavras que melhor o representam.

DC: O grupo é excepcional. Todo o mundo se da bem há muitos anos, alguns que jogam aqui já se conhecem há muito tempo. Além do entrosamento dentro de quadra que vocês estão acostumados a ver, a gente também convive bem fora da quadra. A gente sempre sai, a gente marca para se encontrar, isso é especial em nosso grupo, isso faz o crescimento acontecer. Individualmente nossa equipe nunca foi considerada das melhores da Superliga, mas coletivamente sempre estamos fazendo a diferença e está demonstrando, ao longo dos anos, o importante que é o entrosamento fora e dentro da quadra.




















E o tipo de liderança de Marcelo Méndez, que agrega, ou atrapalha, para o grupo?

DC: O Marcelo tem uma experiência internacional muito grande. Ele, além de entender bastante da parte técnica e tática dentro da quadra, também entende de relacionamento de grupo. Ele sabe da importância de um grupo se dar bem, tanto dentro quanto fora de quadra. Poucas vezes eu vi um técnico conduzir isso tão bem. Normalmente, os técnicos têm suas limitações e suas vantagens. O Marcelo consegue ser um técnico bastante completo e isso faz que o Sada Cruzeiro seja uma equipe tão vencedora como está sendo.

Para finalizar, como você se está preparando para a final, como você sente a parte psicológica...

Eu procuro viver dia após dia. Não tem como a gente não ficar pensando na final, lógico, mas, se pensar muito, pode criar uma ansiedade que pode atrapalhar. Tudo o que for importante para enfrentar o RJX para nossa equipe vai ser colocado pelo Marcelo para encaixar da melhor maneira possível em nosso grupo.

Última pergunta, e ela é feita a pedido de uma amiga muito especial: você acompanha futebol?

DC: Gosto e acompanho. Sou torcedor cruzeirense. Estou sempre que posso no Mineirão. O estádio está bonito. A última ida minha foi no clássico contra o América, ganhamos de 4x1 e foi muito bom de assistir.

Muito obrigado pela atenção e MUITA SORTE NA FINAL DE DOMINGO.


Jorge Schulman é argentino e o mais Cruzeirense entre os torcedores do River Plate
jorge.fernando.schulman@gmail.com

Leia também as colunas anteriores Papo com Jorge Schulman

As opiniões e declarações aqui expressas são de inteira responsabilidade do autor. O Site Cruzeiro.Org não responde por nenhuma opinião assinada.

Comentários:  Clique aqui e faça seu comentário sobre a coluna

 Celeste | Sorocaba-Itajub� | 13-04-13 14h45min
Jorjito, parabéns pela entrevista. Esse Douglas joga muito. Estou confiante no título.
 Jorge Schulman | Belo Horizonte | 13-04-13 19h50min
Dra. Celeste, quase pronto para partir. Saimos às 22 horas rumo Maracanazinho. Aqui está chuvendo e o coração está a 1000 km por hora. Obrigado por seu comentário, fico muito feliz quando os amigos acompanham de perto nossas peripécias rsrsrsrsrs Um forte abraço e voltarei a comentar, amanhã, na volta.
 pyxis | BHZ | 14-04-13 00h31min
RORREEEE, Vamus a gañar... traga-nos o trofeu !!!!
 pyxis | BHZ | 14-04-13 13h02min
É, não deu... era muito pé-frio no Maracanãzinho... Gente que NUNCA foi no Riachão se rendeu aos "encantos" de ir torcer no Rio de Janeiro, o que NÃO É o caso hermano Roorrrreeee...
 Carlos_almeida | Vitória | 14-04-13 16h14min
Schulman, liguei o computador e vim direto na sua coluna pra ver comentários do volei, sei que perdemos e não deu pra ver o jogo. O pernambucano Douglas Cordeiro está com fortes raízes em Minas.
 Carlos_almeida | Vitória | 14-04-13 19h52min
Schulman, vi algumas reportagens do volei, achei estranho que a decisão foi em só um jogo e na casa do adversário. Não são dois jogos, um lá e outro cá? Não entendi o regulamento, sempre foi assim? Desculpe minha ousadia, sou leigo e você sempre foi educado com meus comentários.
 Orion | Não definido | 14-04-13 23h14min
Faltou a torcida com suas canções e gritos de guerra que injetam sangue na veia. Sobre a pergunta da final única no Maracanãzinho, a resposta é Eike Batista
 pyxis | BHZ | 15-04-13 00h11min
Carlos_Almeida, de uns aos pra cá, a Superliga é decidida em uma partida sede numa cidade pré-escolhida, como na Champions League da UEFA. Coincidência a decisão ser sede da equipe que enfrentou o Sada-Cruzeiro.
 Jorge Schulman | Belo Horizonte | 15-04-13 14h13min
Meus amigos, este é o primeiro comentário que faço após retornar ontem pela noite do Rio. Há um autêntico vencedor, RJX nos superou especialmente no preparo psicológico para o jogo. A vitória do primeiro set aconteceu porque eles arriscaram no saque e perderam bolas demais. A partir do segundo, modificaram o jogo, só sacaram de maneira segura, trabalharam a bola e assentaram a vitória na insegurança de armas que ontem não funcionaram: Filipe e Wallace. (1)
 Jorge Schulman | Belo Horizonte | 15-04-13 14h19min
Marcelo Mendez demorou demais em substituir Filipe, tirou Leal (que não estava mal) e bancou Wallace e Rogério. Fez as mudanças muito tarde (Sánchez e Daniel), quando o resultado do terceiro set era irreversível. A essa altura do jogo, o time estava derrotado em campo e sem apoio da torcida fora dele. Uma derrota que deixa muitas lições.
 estrelado campeão | Ubá  | 15-04-13 16h27min
Caro Jorge. No momento da decisão estava em Teresópolis(RJ) acompanhando meu filho em torneio de Tênis de Mesa. Não acreditei. Não tenho muito cacife para analisar voleibol. O que aconteceu?? O time bateu coxa, ou foi salto alto principalmente depois do primeiro set? Uma coisa é certa. No voleibol, mais do que em qualquer outro esporte coletivo, se o emocional for perdido, dificilmente vence-se um jogo. Lembro do Brasil X Cuba no volei feminino, quando as cubanas reverteram pra cima da gente.
 helioazulceleste | São Paulo | 16-04-13 09h03min
Meu amigo Jorge, parabens por mais uma bela entrevista, muita bonita a história do Douglas, grande profissional. Infelizmente estou ainda triste pela derrota na final, mas fazer o que né? O importante é manter o time e partir para novas conquistas. Grande abraço.
 Jorge Schulman | Belo Horizonte | 18-04-13 14h44min
Estrelado Campeão, não acredito em salto alto, sim em relaxamento emocional após um primeiro tempo brilhante. Defendo a tese que o grupo não deu conta de segurar a tensão (isso é preparo prévio), jogando como visitante. A própria torcida não estava preparada, tanto que vi muita gente tão 'relaxada' que tirava fotos com Raposão e Raposinha durante o segundo set. Muitos me disseram que o pior que poderia ter acontecido foi ter vencido o primeiro set!!! Grande abraço - JFS
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