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Papo com Leo Júnior
Leo Júnior escreve regularmente

20/05/2005 | Leo Junior
Os equívocos que os torcedores cometem



A pressão sobre o treinador Levir Culpi tem sido intensa. Começou com maior intensidade após a derrota para o Ipatinga e a conseqüente perda do título mineiro de 2005. Nem o fato do Cruzeiro ter eliminado o rival local na semifinal (cumprindo a tradição que eles têm de fraquejar em semifinais) serviu para aplacar a perseguição, injusta, que grande parte da torcida tem feito.


A torcida começou vaiando alguns jogadores, como foi o caso do meia Adriano, e o treinador que, cumprindo o seu papel de aglutinador e motivador do elenco, resolveu apoiar o atleta com argumentações perfeitamente compreensíveis para o torcedor mediano. Mas alguns insistiram em associar este comportamento do treinador a uma pretensa birra que este tem com a torcida. Parte da torcida insiste na hipótese de que o treinador tem o prazer sádico de perder decisões e deixar jogadores mais qualificados no banco somente porque a torcida clama por eles. Já passou da hora, caso essa teoria seja verdadeira, do torcedor entender isso e pedir aquilo que não quer para obter aquilo que quer. Essa do treinador improvisar e escalar jogadores fora de posição e com esquemas modificados é somente uma necessidade em função das dificuldades que tem no elenco e que somente treinador e comissão técnica conhecem. Chamar o treinador de adjetivos poucos qualificativos não reflete o entendimento do torcedor aos problemas do Cruzeiro.


Estas dificuldades não são novas pelos lados da Toca da Raposa. Ainda nas passagens anteriores o treinador Levir Culpi foi denominado como o típico treinador turrão, que gosta de enfrentar a torcida e não dá o braço a torcer. Gosta de inventar, complicar situações simples e colocar a culpa em árbitros, gramados, vento, iluminação e no tamanho das traves. Sempre tem uma desculpa para o infortúnio de seus comandados, mas não consegue reconhecer os seus próprios erros. Esta posição é incompreendida por grande parte da torcida, pois, é parte do trabalho de treinador exigir que seus comandados tenham as melhores condições de realizar seu trabalho.


As improvisações feitas, como a escalação de Maldonado na zaga, deixando no
banco, ou até mesmo fora dele, jogadores da posição, como Irineu, demonstram
que o treinador deve ter informações mais qualificadas do que as que saem
na mídia e que direcionam a opinião do torcedor comum. As explicações do treinador em relação às improvisações podem ser incompreensíveis, mas deve ter seus motivadores.


Analisando friamente o caso, não há como se creditar exclusivamente ao treinador a responsabilidade pelas más atuações do time (e talvez pelas boas atuações). Contusões ocorreram no período, mas há que se levar em conta também que ele contribuiu muito para os resultados. Ele solicitou a contratação de alguns jogadores (não sabemos se ele solicitou as boas contratações que deram certo ou as que deram errado, como Michel e Jean que foram desligados) e a diretoria tem atendido na medida do possível, pois todos sabem que o mercado de contratações é sempre mais difícil e caro para o Cruzeiro, em face a fama que conseguiu nos últimos anos de ter uma boa saúde financeira. Cabe a ele escalar da forma que lhe convém, é claro, mas se os resultados não aparecem, mesmo depois de cinco meses de trabalho, a torcida começa a ficar impaciente e pedir ações mais incisivas.


O maior erro não é do Levir Culpi. A diretoria investiu na contratação do treinador como a mais apropriada e correta para o final de 2004. Deve referendar a permanência do treinador, pois dificilmente a troca, neste momento, melhoraria o trabalho (os erros e substituições de treinadores no ano de 2004 devem ter ensinado alguma coisa para a diretoria). Quem dá as ferramentas para o trabalho - jogadores - é o clube, mas o treinador também tem que saber indicar.


Mesmo que a maioria dos torcedores não concorde com as escalações e os esquemas de jogos do Levir, sou obrigado a discordar de parcela dos torcedores que querem sua cabeça, pois, infelizmente, não vejo como uma substituição, neste momento, ainda mais pegando o "bonde" andando, com os indicados e os contratados pela diretoria farão o efeito desejado. O que não pode são estes torcedores sem responsabilidade nenhuma com os resultados e apresentações se pautarem pelo que o rádio e jornais escrevem e falam, para fazer acusações e impropérios. Se mudar o treinador e der errado, quais, destes torcedores,
irá assumir a responsabilidade? Garanto que nenhum terá a coragem nem para se apresentar e dizer, "...é, realmente, eu estava completamente equivocado...".


Deixem o Levir trabalhar e ele, certamente, será cobrado pelos resultados que obtiver. O título da Copa do Brasil está batendo à porta e certamente o treinador conduzirá o elenco à final. Será a quarta final dele em Copas do Brasil. Ganhou uma em 1996, perdeu em 1998 e 2000. Tendo vencido uma e perdido outra no comando do Cruzeiro, a hora do tira-teima é agora, e Levir Culpi terá todas as oportunidades de devolver os títulos que deixou escapar da torcida cruzeirense.


Saudações Celestes,


Leo Junior

leoassisjr@cruzeiro.org

Leo Júnior
leoassisjr@cruzeiro.org

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